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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Esta é a vossa televisão

Dois episódios de que me recordo, de quando eu era um adolescente, nos anos 90, no tempo em que ainda (por não ter Internet) via televisão, incluindo a SIC.

Primeiro episódio

Estou com um familiar, na sala, a ver este lixo de canal televisivo à noite, quando chega a altura de uma edição da noite do telejornal desta estação (ou interrompem a normal emissão de mesma) e começam a noticiar que ocorreu mais um episódio de deslizamento de terras, numa obra de construção, em Lisboa, que deixou vários trabalhadores soterrados.
A SIC (sempre em busca de ter as maiores audiências) soube cedo do ocorrido e já tem uma equipa no local, a filmar os esforços de resgate, em directo.
O repórter vai contando a história do que ocorreu e, como é habitual, o operador de câmara vai, ao mesmo tempo, desviando o alvo da filmagem do repórter, para filmar antes o local do sucedido.
O acidente ocorreu, claramente, há pouco tempo. Pois, a equipa de resgate ainda está no meio do local exacto do acidente, a tentar desenterrar quem ficou debaixo do monte de terra.
E, vai o operador de câmara filmando os esforços de resgate, quando a equipa responsável pelo mesmo localiza um dos trabalhadores que ficou soterrado.
Começa então a equipa de resgate a tentar logo desenterrar o trabalhador, apesar de este estar já, quase certamente, morto. Mas, por ter este trabalhador ainda uma boa porção de terra em cima, vai tentando a equipa (e não conseguindo, logo) puxar o corpo do homem, pelo braço que está de fora do monte de terra.
Repetem-se os esforços e o operador de câmara da SIC não está com meias medidas...
Começa a fazer zoom sobre a macabra cena dos homens da equipa de resgate que, repetidamente, dão vários "puxões" no braço que está de fora, do trabalhador soterrado que foi encontrado.
Zoom esse, de bem perto, em que muito pouco mais se vê, para além dos repetidos puxares do braço, do trabalhador já morto, por parte da equipa de resgate.
A cena que descrevo, creio que só vendo é que se poderia ter noção do quão revoltante era, que estivesse a ser filmada - e daquele modo (com um zoom macabro, claramente para tentar mostrar ao máximo o que se estava a passar e a fazer lembrar um qualquer filme pornográfico).
Ainda eu um adolescente e ainda numa idade um bocado parva, ainda assim, foi esta uma cena que, na altura, me chocou e revoltou - e também à pessoa que comigo assistia a tal cena, em casa.
Resultado... Levanta-se a pessoa que me acompanhava, para se dirigir ao telefone, e acaba esta por ligar para tal estação de televisão, a protestar pelo que estavam a transmitir - enquanto foi tal telefonema antecedido e sucedido por repetidas expressões de nojo e de revolta, por parte de mim e da pessoa que fez tal telefonema.
No dia seguinte, menciona tal canal de televisão que tinha recebido uma série de telefonemas de protesto por causa deste directo e faz também um (sincero ou não) pedido de desculpas pelo sucedido.
Uns anos depois, reencontro-me e volto-me a dar com um amigo, com o qual tinha perdido o contacto durante uns anos. E, numa das várias conversas que temos, calhou ficar eu a saber que também ele, naquela noite, tinha assistido a tal cena.
Mais do que isso, fico a saber que também ele, na altura ainda mais parvo do que eu na idade típica de o ser, tinha ficado revoltado com o que tinha visto, ao ponto de também ele telefonar para a estação de televisão.
Conta-me ele que, quando para lá telefonou, o que disse foi: "Esta m**da que vocês estão a fazer é sádica!..."
Reacção por parte de quem atendeu o telefonema... Tapa a parte do telefone dele de onde se emite a voz, com algo que não foi claramente suficiente para abafar todos os sons em redor, e pode o meu amigo ouvir a pessoa que o atendeu a gritar, entusiasmada, para quem o rodeia:
"Epá! 'Tá aqui um gajo a dizer que esta m**da é sádica!..."
Ao ouvir tal coisa, desliga o meu amigo simplesmente o telefone, sem vontade de continuar o seu telefonema.

Segundo episódio

Não sei se antes ou depois deste ocorrido, enquanto vejo na sala várias edições de um ou vários programas quaisquer, que na altura passavam nesta estação, deparo-me nos intervalos dos mesmos com o repetido anúncio de um documentário sobre a Guerra Colonial, que a SIC iria exibir daí a cerca de 3 semanas.
Na apresentação de tal documentário, falam sobre um estranho episódio ocorrido entre uma chefia e suas tropas subordinadas portuguesas, envolvidas na guerra, por causa de uma retirada que não reunia o consenso de todos os envolvidos, nomeando uma conhecida figura militar do PREC como o responsável pela chefia das tropas em tal episódio. Até aqui tudo bem.
Repete-se o mesmo anúncio nos dias seguintes e, cerca de uma semana depois, volta a aparecer a mesma promoção, a falar sobre o mesmo episódio, mas com uma história diferente.
Afinal, não tinha sido a figura militar muito conhecida quem quis impedir tais tropas de retirar. Quem estava por trás das ordens que contrariavam a vontade e as acções dos subordinados era, nem mais nem menos, do que o meu padrinho - oficial militar de alta patente, que também tinha participado na Guerra Colonial.
Aviso o meu pai (também oficial militar) disto e, por sua vez, avisa o meu pai o meu padrinho - que, certamente, terá sido também avisado por outros.
Passa então a promoção de tal documentário a contar uma história diferente. E, não sei se para tentar suplantar, ou não, o que tinha sido anteriormente dito, passa tal promoção a aparecer mais vezes, nos intervalos dos vários programas, com o nome do meu padrinho a ser constantemente mencionado.
Ou seja, o episódio era o mesmo que tinha sido descrito nas promoções anteriores. Mas agora, o mais importante nome mencionado, que era apresentado como o culpado de tudo, já não era a figura militar muito conhecida. Era o meu padrinho, que (tal como a anterior figura militar conhecida) era também ele um oficial militar de alta patente, que comandava tropas na altura.
(Curioso, como a história que iria ser contada se tinha alterado, a meio da promoção da mesma...)
O que se passou exactamente, ou nunca cheguei a saber, ou já não me lembro de. Mas, a história contada tinha contornos ridículos, no modo como a chefia das tropas supostamente tinha dado ordens contrárias a tal retirada. E, não sei se o facto de alguns subordinados estarem a contar uma história mirabolante daquelas seria mentira consciente, ou o resultado de um "diz que disse", em que, por ter sido tal história retransmitida várias vezes, chegou às pessoas finais já muito mal contada. O que sei, é que o relatar da mesma foi obviamente o resultado de mais um péssimo trabalho de jornalismo, por parte de um ou mais repórteres desta estação de televisão. E que o documentário acabou mesmo por ir para o ar. E, tal como indicado na segunda versão da promoção do mesmo, lá se dizia, em tal documentário, que o meu padrinho tinha dado ordens contrárias à vontade de retirar dos seus subordinados e de um modo ridículo.
Resultado... Já alertado para o mesmo, lá viu o meu padrinho tal documentário quando foi emitido. E, imensamente revoltado com o que tinha visto, deslocou-se aos estúdios da SIC, a exigir o exercício do (previsto na Lei de Imprensa) "direito de resposta" - que têm os média de conceder, a alguém que é acusado de algo por estes. E, na edição da noite do telejornal desta estação, que foi emitida após a exibição deste documentário (que tinha sido exibido em "horário nobre") lá estava o meu padrinho a responder às ridículas calúnias que lhe tinham feito.
Visivelmente transtornado e revoltado com o de que estava a ser vítima, a emoção era tal, que não foi o meu padrinho capaz de contra-argumentar muito bem. Mas, do que dizia, dava para qualquer pessoa perceber que, estava ele veementemente a negar o que afirmava este documentário que tinha ele supostamente feito e que o de que o acusavam era, para além de ridículo, uma impossibilidade prática.
Passo seguinte. Não satisfeito com o mero exercer do "direito de resposta", decide o meu padrinho pôr tal estação de televisão em tribunal. E, não surpreendentemente, ganha o processo.
Mais tarde, aquando de uma das visitas deste a minha casa, fico a saber que tal processo lhe deu direito a uma indemnização. E fico a saber também o mais engraçado, relativo a tal indemnização...
Não me lembro já se tal lhe foi dito pelo advogado que o assistiu em tal processo - e que, por se ter informado bem sobre a situação, soube entretanto disso - ou se tal lhe foi dito posteriormente por alguém que estava bem dentro do assunto - e que possivelmente pertencia aos contactos de "alto nível" que ele tinha. Mas, o que sei, é que isto lhe foi dito por alguém que sabia do que estava a falar. E, que foi o seguinte, relativo ao pagamento da indeminização a que tinha ele direito...
"Se fosse a RTP ou a TVI, pagavam logo. Agora a SIC..."
Também já não me lembro exactamente quanto tempo demorou esta estação de televisão a pagar o que era devido. Mas, do que lembro, ainda demorou uns anos - e confirmou-se, de facto, o que era já sabido.

E, depois desta longa introdução, aqui fica então a razão de ser desta colocação

Deixo-vos com o famoso documentário (do qual, segundo ouvi dizer, a SIC comprou os direitos de transmissão em Portugal, para impedir que este fosse divulgado) "Esta Televisão É Sua".
Exibido primeiramente, em 1997, pela estação de televisão franco-alemã ARTE - e que, após a polémica que surgiu em torno do mesmo, decidiu também a SIC transmitir, ela própria, para tentar dar a impressão de que não havia nada de mal no que nele era mostrado.
Mas, com uma interessante particularidade...
O documentário foi exibido pela SIC por volta das 3 da manhã (hora a que quase toda a gente que trabalhava, na altura, estava já a dormir).
O filme foi antecedido de uma tentativa de gestão dos danos feitos, com uma declaração precedente, feita pelo próprio Pinto Balsemão, em que não foi este capaz de dizer nada que contradissesse o que neste documentário é denunciado. Mas, tal declaração precedente não está incluída nesta gravação que foi feita, do que foi emitido na televisão portuguesa. De qualquer modo, o documentário - que é o que mais e realmente interessa - está lá todo.

Minhas senhoras e meus senhores: "Esta Televisão É Sua"

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Para quem não quiser dormir hoje à noite

Quem pense que certas séries de televisão, como Dark Angel, são mera ficção - pois, descrevem um futuro que nunca irá ocorrer - e quem pense que, por exemplo, o filme de 2005, The Island, é em boa parte ficção - pois, há partes, nesse argumento, que nunca poderão ser uma realidade - desengane-se...
E, quem quiser saber porque razão digo eu isto, só tem de ouvir <esta> entrevista recente, feita a Daniel Estulin.
Mas, ficam, desde já, avisados... Não é uma entrevista fácil de digerir e não é uma que vos vai deixar indiferentes.
Bem-vindos ao mundo do Amanhã. ("The Future is Now"!)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

"Touchdown"

Um momento de uma conferência de imprensa, ocorrida ontem, relativa à atribuição do prémio de melhor jogador da final "Super Bowl", deste ano, do campeonato de futebol americano.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Conheçam Mikhail Bakunin

Há muito poucos anos (já se tinha iniciado o actual Colapso) decidi tentar a minha sorte, em termos de emprego, no interior do país.
Sem acesso à Internet, onde estava, sem nenhum livro que quisesse, na altura, ler e numa casa onde só tinha acesso à rádio e à televisão convencional para me entreter, por haver também nessa casa um leitor de DVD ao meu dispor, com uma entrada USB, decidi, nos fins-de-semana que vinha passar à zona de Lisboa, procurar na Internet por alguns filmes, documentários e também uma ou outra série de televisão que me despertasse algum interesse, para copiar alguns episódios (todas as semanas) para uma "caneta" USB, com uma boa capacidade de memória (e que para isso comprei), para, deste modo, ter com que me entreter nos dias úteis.
Por ser eu um amante da natureza e por já me ter deparado com um ou outro episódio desta série que me tinha despertado algum interesse, decidi então experimentar ver a famosa série "Lost".
(Refiro-me à mesma pelo seu título original, pois, não preciso de legendas e, por isso, não fiz questão de ver a versão em português...)
Com mesmo muito tempo livre para ocupar, devido à falta de actividade profissional, lá ia eu vendo até vários episódios de seguida e, rapidamente, lá ia avançando eu nas temporadas, ao ponto de não demorar muito até passar à seguinte.
A série, acabou por ser decepcionante... Pois, para além da bela paisagem natural, o argumento acabava por ser um enredo de intrigas tal, que uma pessoa, às tantas, já nem dava conta de toda a história. E, por isso, já nem sei em que temporada é que desisti de a continuar a ver...
Mas, estava eu a ver uma delas, sempre à espera de mais uma surpresa (das tantas que esta série proporcionava) quando, um grupo de personagens chega a uma zona remota da ilha onde decorre a maior parte da acção e se depara com um personagem que vivia sozinho numa casa isolada.
Eis que chega a altura do último se identificar e o mesmo profere as palavras "Mikhail Bakunin"(!)...
"O quê?... Terei ouvido bem?..." - pensei, antes de puxar a acção para trás, para repetir a cena em causa, para aí umas 3 vezes, para ter a certeza de que estava a ouvir bem.
"Mikhail Bakunin"(!), repetia o personagem, de cada vez que o tentava ouvir mais claramente...
Era, realmente, o mesmo nome(!).
O personagem, curiosamente, acabou por ser até, a meu ver, o mais interessante da série (até onde eu a vi, isto é). Pois, para além de viver sozinho, vivia com acesso a um computador onde se podia jogar xadrez, no qual, caso conseguisse o utilizador ganhar ao computador no jogo, tinha esse mesmo utilizador acesso a informação secreta que estava nesse mesmo computador guardada.
Mas, não podia ser pura coincidência, quanto ao nome, pensei... Pois as pessoas que escrevem argumentos são pessoas minimamente cultas. E, certamente, saberão que existe um conhecido pensador com o mesmo nome.
(Ou, no mínimo, ficariam a saber, se, por coincidência, surgissem com um nome destes... E, a quererem evitar uma associação destas, decidiriam-se por um outro nome.)
A confirmação, pude fazê-la na Internet. Onde fiquei a saber que os nomes de vários dos personagens da série foram tirados de conhecidas personalidades.
E, realmente, sempre que ouvia a menção do nome do personagem "Faraday", não conseguia deixar de pensar no conhecido cientista. Até porque, eram cientistas que aparentavam ser alguns dos personagens - incluindo o mencionado "Faraday".
A grande surpresa, para mim, foi ver ser referido o nome de um conhecido anarquista, numa muito popular obra, sem que esse mesmo nome fosse vilificado ou retratado de algum modo negativo. Pois, ao que estou habituado é que, sempre que se fala dos anarquistas, é para dizer mal...
E fiquei, até, a achar estranho que esta série de televisão fugisse à visível (e que aparenta ser, de facto, uma) regra dos média de massas...
O período após esta descoberta, acabou por ser engraçado... Pois, de cada vez que pesquisava na Internet sobre o conhecido pensador, ao lado das imagens do original, apareciam sempre também as do (talvez hoje, até mais conhecido) personagem. ;)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vampiros e zombies

Sobre a temática dos vampiros - que, cada vez mais e notoriamente (a julgar pelo que se vê quando, ocasionalmente, se liga uma televisão), prolifera(?) em toda a chamada "cultura popular" - ainda não sei, ao certo, o que pensar... Se será uma maneira de romantizar o parasitismo e a predação que as elites e seus lacaios exercem sobre o resto da população (constituindo, deste modo, uma maneira de tentar eventualmente recrutar pessoas para o seu lado) ou se será apenas uma maneira de criar uma atmosfera, e toda uma subcultura, sombria entre quem lê e assiste a este tipo de obras (sendo, deste modo, uma maneira de mentalizar as pessoas para coisas muito más que aí venham).

Sobre os filmes, em geral, (e uma conhecida série de televisão, em particular) que têm os zombies como principal temática, podem ler <aqui> o que eu penso deste fenómeno.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Huxley e Orwell

O que eu penso de Admirável Mundo Novo, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro e outras conhecidas obras distópicas, <aqui>.

(E, como acrescento, têm, se quiserem: os comentários que deixei neste tópico noutro fórum, sobre este tipo de obras; e no primeiro comentário a esta colocação o que penso das obras do conhecido autor John le Carré que também acabam sempre mal.)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Descodificando a publicidade

No decorrer de um recente processo de procura por um substituto para o muito útil leitor de MP3 que tenho, já a funcionar mal depois de anos de uso intensivo, eis que me deparei com a seguinte publicidade a um leitor de MP4, listado na página da Fnac, com alguns pormenores que saltam logo à vista. Pormenores esses, que irei listar e dos quais irei dar a minha interpretação.
  • "Archos" - Uma clara afirmação da autoridade que é parte integrante e fundamental do actual modelo económico (ditatorial) capitalista. (E também o contrário de "anarchos".)
  • "Brave New World" - a novela escrita por Aldous Huxley sobre um mundo onde o consumo de droga é norma social (já muito do que se vê hoje em dia) - consumo esse, cujo fenómeno da música moderna (para a audição da qual a esmagadora maioria das pessoas usará tal leitor de MP4) tenta incentivar.
  • "Borboleta-monarca" - símbolo do controlo mental, para o qual a alienação e a estupidificação (causadas pelo referenciado consumo de droga) contribuem - e que, ultimamente, visam atingir, na sua forma absoluta.
(Podem clicar na imagem para ampliar.)

(Mais um muito bom exemplo do gozo com que é tratada a massa alienada, de que nada disto se apercebe...)

E aqui vai, já agora, um outro exemplo, com que me deparei, também por mero acaso, há poucos dias, no manual de um suporte para colocar aparelhos de lavagem ao cérebro cá em casa.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

É esse o objectivo, Sr. Félix...

Há alguns dias, veio o ex-Ministro de um governo do Bloco Central (e confesso votador neste governo), Bagão Félix, dizer na televisão que os repetidos Orçamentos de Estado, ditas medidas de "austeridade" e políticas levadas a cabo por este governo são contraproducentes e que têm, e irão continuar a ter, um efeito destruidor na Economia.
Notoriamente constrangido e decepcionado com as consecutivas medidas tomadas pela classe política que actualmente ocupa o governo que, em vez de melhorar, só pioram as coisas, fez este ex-Ministro dois importantes pontos, no decorrer de uma entrevista na SIC.
(Pontos esses, aos quais irá ser acrescentada uma breve explicação, por parte de quem, pelos vistos, está melhor informado sobre o que se passa nos bastidores da política - que, diga-se de passagem, tem este ex-Ministro a obrigação de conhecer melhor do que um mero cidadão com acesso à Internet e a sítios de qualidade nesta, sobre o mencionado assunto.)

Dizia então este ex-Ministro (que, ao que tudo indica, parece ser bem intencionado) que, ao aumentar, de modo brutal, os impostos, está-se, consequentemente, a diminuir a receita gerada pelos mesmos, e também que, ao taxar mais quem mais trabalha, se está a desincentivar o esforço no trabalho e o investimento na formação, no que foi, para mim, uma demonstração de grande ingenuidade, de quem não é capaz de perceber que o objectivo deste governo é mesmo esse - o de puxar a sociedade para baixo e destruir a mesma.
E, sendo assim, passo então, brevemente, a explicar...
  • O que você diz sobre os impostos, Sr. Félix, é (tal como você próprio admite na entrevista) o que toda a gente que percebe minimamente de Economia também sabe. Aumentando os impostos acima de um certo valor, o que se está a fazer, é a retrair o consumo e (diminuindo a actividade económica) a diminuir as receitas geradas por esses mesmos impostos. (Veja-se, por exemplo, uma das coisas que o Presidente John F. Kennedy fez antes de ser morto, em que até - e inversamente - ao diminuir os impostos, aumentou o poder de compra de todos e causou um maior desenvolvimento da sua Economia, aumentando, consequentemente, a quantidade de receitas por estes mesmos impostos arrecadada...) Isto é, aliás, mero senso comum... E não é preciso nenhum curso de Economia para percebê-lo... Se está tudo muito mais caro, começam as pessoas, obviamente, a pensar duas vezes antes de comprar algo e, consequentemente, a racionar - e a ser mais cuidadosas com - as suas despesas. Ainda mais, em casos extremos como este (e que só podem é mesmo ter como resultado um afundamento dessa mesma Economia) em que, ao mesmo tempo, as pessoas recebem cada vez menos, devido aos crescentes aumentos de impostos sobre o produto do seu trabalho, agravando-se assim, ainda mais, a perda do seu poder de compra.
  • Sobre fazer quem mais trabalha pagar mais impostos, basta também recorrer ao mero senso comum. (Fazendo, aliás, o raciocínio que o governo quer que todos também façam...) Pois a maior parte das pessoas não é assim tão estúpida. E, se por trabalharem e estudarem muito mais, vão receber apenas mais um pouco, perdem as pessoas a maior parte do incentivo que possam ter para que se esforcem mais que os outros.
Pensa então o Sr. ex-Ministro que isto são apenas más decisões por parte de quem governa. Que quem ocupa actualmente o governo é estúpido e incompetente. E pensa também você, aparentemente, que tudo isto se trata de uma mera "crise" económica...
Desengane-se, Sr. Félix. Pois, não se trata de uma mera "crise" ou "recessão" económica, causada por factores aleatórios. Mas sim, ao que tudo indica, de um Colapso generalizado da civilização em si, tal como a conhecemos, causado pelo modelo económico de que você é adepto.
Ao contrário de quem neles vota, os nossos governantes não são estúpidos. E, se as medidas que estes tomam estão a ter os efeitos destruidores na Economia que estão, é exactamente com esse objectivo que estão a ser tomadas...
Informe-se sobre o que andam os seus amigos - e amigos deles - a debater e a fazer - em certas reuniões - e depois venha então, mais bem informado, falar para a televisão...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Quantos terão reparado?

(Algo que apanhei, mesmo só por acaso, por estar, na sala onde estava a fazer algo num computador, a televisão ligada e por estar eu, num momento "morto", a olhar para esta, que estava ligada neste canal. Dado o quão pouco ainda vejo do que passa na televisão nacional, faz-me interrogar sobre que mais coisas deste tipo é que me andarão então a escapar...)

A fotografia que se segue, foi tirada de um momento, em particular, que ocorre, a dada altura, numa peça teatral que fez parte da gala de celebração, que ocorreu este último fim-de-semana, dos 20 anos da estação de televisão SIC. Esse expoente máximo de cultura e excelência de informação, em Portugal, propriedade do membro permanente do Clube Bilderberg, Francisco Pinto Balsemão.


Para que possam enquadrar a mesma, espreitem aqui o vídeo correspondente à peça em causa - que é o 20º da lista, com o título "Eu durmo com quem eu quero e faço o que me apetece!".
Reparem no carácter único religioso desta peça, em particular, e no conteúdo da mesma, que consiste numa apologia clara do abandono dos princípios e valores que caracterizam a religião em causa que é retratada. Tenham em conta tudo isso, e depois lembrem-se de qual é um dos principais objectivos de uma das sociedades secretas que tem membros em comum com o Clube Bilderberg e lembrem-se também de quem é que está por trás do fenómeno da música moderna, com este e outro tipo de letras, que convida à degeneração, a todos os níveis.
Tenham também em conta o muito importante facto de que esta é uma peça que terá sido ensaiada n vezes e que foi claramente pensada, reflectida, planeada e aperfeiçoada, durante um longo período de tempo. Ou, por outras palavras, que esta é uma representação na qual nada - incluindo a gesticulação usada - terá sido deixado ao acaso.
E depois reparem também, e bem, na firmeza do gesto em causa, que nunca é desmanchado neste momento. Firmeza essa, que indicia se tratar de um gesto muito consciente.
(A mim, é que ninguém convence que tenha sido, tal como em outros casos, um mero gesto improvisado e irreflectido...)

E, já que estamos a falar neste gesto e no nosso país... Olhem aí o líder da versão portuguesa da WikiLeaks - o "TugaLeaks" - a cumprimentar-vos a todos...

domingo, 22 de julho de 2012

Para aqueles a quem tiver escapado...

(E é por estas e por outras é que andam a ser encerrados serviços de urgência hospitalar, a ser despedidos funcionários públicos e andam também a aumentar imenso os nossos impostos...)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Isto sim, é crítica social...



(Por parte de quem acha que ainda vale a pena, e ainda tem paciência para, estar a fazê-la, isto é.)

E, isto sim, faz com que um programa mereça definitivamente ser cancelado.

(E não críticas óbvias a governos de países estrangeiros, de Terceiro Mundo, apontando problemas que toda a gente sabe existirem, num qualquer dia em que se acordou com alguns neurónios a funcionar melhor que o habitual, ao mesmo tempo que se aceita trabalhar para um organismo de comunicação de massas imensamente controlado, que passa grande parte do seu tempo a mentir e a tentar manipular e lavar ao cérebro as pessoas - coisa na qual, obviamente, nunca se reparou, de tão competente que se é para exercer a sua profissão - e que obriga quem não quer a pagar por isso...)

Aqui vai, já agora, também o monólogo de encerramento do programa em causa...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

E já Frank Black falava sobre o que teríamos de enfrentar...

Frank Black: "It is prophesied that when the end comes, it will come in darkness: a catastrophe all foresaw but few believed. Most of us will battle too late against the chaos, but not the few, the radical few, who obey no disciplines. Unencumbered by conscience, they prepare ruthlessly pursuing their own preservation. If they survive, the rest of us perish."

***

Bob Bletcher: "This Millennium Group - They really believe all that stuff - Nostradamus and Revelations, the destruction of the world?"
Frank Black: "They believe we can't just sit back and hope for a happy ending."

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Olhar o jornalista a recomendar um livro


(Alguém na RTP não anda a fazer o seu trabalho... Mas o melhor é o Sr. jornalista ou quem quer que tenha sido o responsável, com tendência para o pensamento independente, ter cuidado com o que diz ou faz, não vá querer perder o seu emprego em época de crise...)

Para além do telejornal da RTP 2, e quando estou a comer ou a preparar comida, já muito pouco ligo a televisão. Sendo um desses poucos momentos, ultimamente, a altura em que me deito, por terem posto uma televisão no meu quarto e ter descoberto que tal me ajuda a adormecer.
E qual não foi o meu espanto quando, depois de mais um dia em grande parte passado em frente ao computador, no final do meu tempo acordado, vi este livro ser recomendado pela televisão estatal, que normalmente tão péssimo serviço público nos presta, enquanto nos obriga a todos a pagar por isso.
Se fossem mais além disto, já podia dizer alguma coisa de bom em relação a este órgão de propaganda estatal. Mas o facto do seu congénere grupo espanhol ter recentemente liquidado o espaço do "Agent Estulin" na "RNE - Ràdio 4", leva-me a desconfiar que nunca algo do mesmo género do que ouvíamos nesta rádio irá alguma vez acontecer em território nacional...
Leio na descrição do programa que, pelos vistos, é outra jornalista que o costuma apresentar. Será que foi por isso que este livro conseguiu chegar ao ecrã?

(Hiperligação actual para o programa. A recomendação de livros é feita a partir dos 21m e 25s.)