domingo, 29 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os Donos do Dinheiro

Após já 10 anos acumulados de pesquisa sobre esta temática da NOM, continua, ainda hoje, a ser este, não só o melhor documentário que já vi sobre a mesma, mas também, simplesmente, o melhor documentário que já alguma vez vi, em termos dos que mais me abriram os olhos, para o Mundo em que realmente vivo...
Querem saber de que maneira é que os banqueiros nos roubam, a todos? Quem é que mexe alguns dos mais importantes "cordelinhos" na sociedade ocidental que temos? Como têm sido as várias guerras, ao longo da História, manipuladas pelos grandes nomes da finança internacional? E de que modo operam as pessoas por trás de tudo isto?
Vejam, então, este excelente documentário, sobre os chamados "banqueiros internacionais", a sua história e o seu projecto da "Nova Ordem Mundial".
Um muito bem elaborado documentário, que é já uma importante referência, entre os que estão politicamente "acordados", e um que tem sido elogiado por pessoas de renome internacional.
(Assim como, um documentário que, caso tivesse eu de elaborar uma lista de recomendados, seria certamente o que ocuparia a primeira posição de todas...)
São 3 horas e meia, mas, podem fazer como eu e ver em várias partes, ao longo de vários dias.
Acreditem que vale mesmo (imenso) a pena. E, têm muito tempo para o ver, pois, só depois do Natal é que irei voltar a fazer aqui alguma colocação.


(Para quem quiser, deixo aqui uma sinopse deste filme, presente na sua página oficial na Internet.)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os Illuminati não existem

Atenção, que anda para aí muita gente bem-intencionada, que está convencida da existência de uma sociedade secreta, conhecida como os "Illuminati" da Baviera, e que insiste em denunciar tal paranóia, sem ter provas algumas que sugiram a existência actual deste grupo...
E, a essas pessoas, gostaria de dizer o seguinte:
  1. Os grupos revolucionários nunca ressuscitam. E, se oficialmente deixam de existir, a partir de certa altura, não voltam nunca mais a surgir. Nunca. Até porque...
  2. As pessoas com poder, já não querem sempre mais poder. Isso era uma ambição antiga, que perdurou durante os 6 mil anos de História da Civilização anteriores, mas que, desde que os planos de tal sociedade secreta foram descobertos e foi tal grupo perseguido, simplesmente desapareceu da mente dos poderosos.
  3. O que pode ser lido <neste> título de uma notícia da mais importante publicação económica italiana, é um erro de tipografia, que não foi a tempo de ser corrigido.
  4. E, o que é referenciado (e pode ser ouvido na hiperligação incluída) <nesta> colocação é uma mera ilusão sonora. Não é realmente isso que tal conhecido apresentador está a dizer.
  5. O forte paralelismo que pode ser observado entre os objectivos passados de tal sociedade secreta e o que, hoje em dia, vemos acontecer, é fruto de mera coincidência - e não de uma qualquer "conspiração" oculta. Pois, os poderosos hajem sempre sem planos pré-definidos, a longo prazo, e nunca formam grupos secretos, nos bastidores, longe do olhar público. Tudo o que vemos acontecer, a longo prazo, é fruto do mero acaso e da espontaneidade - e não de uma qualquer evolução planeada.
  6. O que é dito <nesta> descrição não passam de meras baboseiras, que, de tão ridículas que são, nem vale a pena refutá-las...
  7. E, o documentário que se segue - do qual foi feita a anterior descrição - é um péssimo documentário, feito por gente que não sabe realmente nada do que está a falar. E um documentário que não deve ser visto por ninguém que esteja seriamente interessado/a neste assunto e que se queira inteirar sobre o mesmo, recorrendo apenas a fontes fidedignas.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Lincoln e Kennedy

Tinha dito, há uns anos, em privado, que não iria falar deste tipo de assuntos no meu blogue... Mas, seguindo o exemplo do Daniel Estulin e após o que tudo mais este conhecido autor tem denunciado - e também, porque penso que já deverão este tipo de coisas fazer algum sentido para quem tenha lido algumas outras neste blogue, que enveredam já um pouco neste sentido - penso também que já não deverá ser este um assunto tão esotérico como isso, para a maior parte das pessoas que tenham consultado também esta minha humilde publicação...
Assim sendo, o que se segue é uma resposta que enviei, há uns anos, a alguém que me enviou uma daquelas cartas electrónicas que são enviadas em cadeia (para muita gente, ao mesmo tempo) com um conteúdo do tipo que se pode encontrar <aqui>.

(Leiam primeiro o conjunto de curiosidades - umas verdadeiras e outras não - para o qual deixo a hiperligação anterior - e que merece até uma página na Wikipedia sobre o assunto, mas sem a parte das notas de 20 dólares - e depois leiam esta minha resposta que se segue...)

John Wilkes Booth matou, de facto, Abraham Lincoln, mas Lee Harvey Oswald não matou John F. Kennedy.

John Wilkes Booth agiu a mando doutros e no caso de Lee Harvey Oswald, o próprio disse, perante câmaras de televisão e antes de ser morto, que estava a ser usado como bode expiatório.

Ambos os personagens foram convenientemente mortos, pouco tempo depois das suas acção e suposta acção, para não poderem contar a sua história a ninguém.

O número de ferimentos causados pelas balas que atingiram o Presidente John F. Kennedy e o movimento da sua cabeça aquando do alvejamento, tornam impossível que o seu assassinato tenha sido autoria de uma única pessoa, a disparar tantos tiros, em tão pouco tempo, a partir do único sítio indicado na história oficial.

O filme "JFK", de Oliver Stone, explica isto. E, quem quiser saber quem realmente esteve por trás do assassinato deste último Presidente, pode ler o que um ex-agente dos serviços secretos britânicos escreveu sobre o assunto.

Lincoln e Kennedy, foram ambos mortos por se terem intrometido nos planos de dominação dos EUA de um grupo conhecido como os "banqueiros internacionais". Lincoln mudou o sistema de criação do dinheiro para que fosse o Estado, e não os banqueiros privados, a emitir os dólares de que o governo precisava. E Kennedy falou publicamente da sua intenção de fazer o mesmo. A morte de ambos fez com que, respectivamente, anos depois se voltasse ao antigo sistema e que o mesmo não fosse alterado.

Pelo menos parte deste grupo de "banqueiros internacionais" pertence a uma sociedade secreta, cujo símbolo passou a aparecer nas notas de um dólar americano, aquando da sua tomada de controlo definitiva da emissão do dinheiro nos EUA.

O símbolo é o chamado "olho-que-tudo-vê", que costuma aparecer como uma fonte de luz, e que aparece também, por exemplo, numa insígnia que era usada pelos serviços secretos britânicos e no topo do principal documento associado à Revolução Francesa.

Aos membros desta sociedade secreta, dá-se o nome de "Illuminati" - latim para os "Iluminados". E, no caso das notas de um dólar, o seu símbolo aparece no topo de uma pirâmide.

A explicação, dada por muitos, para esta pirâmide, é que o ano que aparece inscrito na base desta é o ano da fundação dessa mesma sociedade secreta e os treze níveis da pirâmide correspondem aos treze graus da estrutura hierárquica dessa mesma sociedade.

A inscrição em latim que aparece em baixo - "NOVUS ORDO SECLORUM" - pode ser traduzida para "Nova Ordem dos Tempos" - o que muita gente associa à expressão, muito usada abertamente por políticos hoje em dia, "Nova Ordem Mundial". E uma tradução para a outra inscrição em latim que aparece, em cima, ao lado do dito "olho" que emite luz - "ANNUIT COEPTIS" - pode ser "Ele favorece os nossos empreendimentos".

E, assim sendo, uma interrogação que naturalmente surge é: Quem é "ele"?

Pois bem, a resposta a esta interrogação poderá ter sido intencionalmente dada num dos manuais da Maçonaria dos EUA, escrito por Albert Pike - um dos mais conhecidos maçons de há dois séculos e que reformulou os rituais desta mais conhecida sociedade esotérica, que desde a formação dos tais "Iluminados" é, em grande parte, controlada por estes últimos. Sendo portanto, por norma, todos os maçons de topo também "Illuminati" e sendo possível também ver, presentemente, o mesmo "olho-que-tudo-vê" ser usado como símbolo dentro de templos maçónicos no mundo inteiro, aparecendo este, mais uma vez, frequentemente como uma fonte de luz.

A dada altura, escreve então Albert Pike na sua obra "Morals and Dogma":

"LUCIFER, the Light-bearer! Strange and mysterious name to give to the Spirit of Darknesss! Lucifer, the Son of the Morning! Is it he who bears the Light, and with its splendors intolerable blinds feeble, sensual or selfish Souls? Doubt it not!"


(E nem me façam falar do número 11...)


*********





sexta-feira, 22 de novembro de 2013

John F. Kennedy foi morto pelo MI6

(Tendo as operações sido, obviamente, executadas por várias agências governamentais estadunidenses - e havendo também, obviamente, imensa gente que o queria ver morto...)
No topo de toda a operação - a comandar e a supervisionar a mesma - esteve um algo conhecido espião canadiano, que liderava uma unidade de elite no topo do MI6, que responde directamente perante a rainha de Inglaterra.
E, se quiserem saber mais pormenores da história, têm apenas de encomendar a monografia que o Dr. John Coleman escreveu sobre o assunto.

sábado, 16 de novembro de 2013

Noam Chomsky desmascarado

(Já aqui o mencionei uma vez, mas aproveito este recente vídeo extenso sobre o mesmo, para o denunciar de modo mais completo...)
Parece que aquele que é, talvez, o mais conhecido "anarquista" actualmente vivo - que muito promovido é pela imprensa controlada e com o qual, pessoalmente, sempre aprendi muito pouco - não deverá ser assim tão "anarquista" e "anti-sistema" como muitos pensam...
(Vejam o vídeo que se segue e tirem as vossas próprias conclusões...)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

1/3 da gasolina

Há uns anos atrás, tive a oportunidade de conhecer aquela que era a namorada de um herdeiro de um fabricante de carros do Norte da Europa.
E, no decorrer das várias conversas que ocorreram, no grupo do qual eu e ela fazíamos parte, fiquei a saber de algo muito interessante, quanto ao consumo do mais precioso recurso energético, que agora parece começar a dar claros sinais de escassez...
Fiquei a saber que, na empresa da família à qual estava esta pessoa ligada, alguém surgiu com um novo projecto de motor para carros que consumia apenas 1/3 (repito, apenas 1/3) da gasolina que era, na altura, consumida pelos carros produzidos por tal empresa.

Uma excelente ideia, para preservar recursos naturais?...
Não propriamente...
O projecto foi abafado e nunca chegou a ser implementado.
A razão para tal?
Caso fossem para a frente com tal ideia, (deduzindo eu que a ligação seja que, o resultado óbvio seria que os motores produzidos por tal empresa iriam durar mais) a consequência seria que, iriam vender menos carros. (E, deste modo, diminuir os lucros da empresa.)

Na altura, por já saber eu de um outro caso em que foi seguida a mesma lógica - de eliminar uma alternativa mais eficiente, em termos energéticos (e de dar primazia ao lucro imediato, em detrimento da preservação de recursos naturais) - não me surpreendeu ouvir tal coisa.
E, por já ter eu, na altura, entrado na minha fase pessimista, nem me interessei sequer em saber mais pormenores sobre o assunto...
No entanto, achei que tinha interesse partilhar aqui este conhecimento.
Para que todos reflictam, um pouco, sobre um dos absurdos resultantes da lógica sobre a qual assenta a economia capitalista - que sempre convidava, até agora, ao desperdício, e ao não
reaproveitamento, dos recursos que temos, para satisfazer a sede de riqueza de quem já a tem em quantidade que (pelos vistos, para tais pessoas, não) é suficiente.

Lembrem-se disto (e dos restantes absurdos, deste tipo, em que forem reparando) de cada vez que, por exemplo, forem a uma bomba de gasolina e constatarem que tal está encerrada, devido ao novo fenómeno de falta de abastecimento...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A mentira com que nos tentaram convencer da necessidade duma intervenção militar ocidental na Síria (inclui filmagens chocantes)




REDE VOLTAIRE | DAMASCO (SÍRIA) | 11 SETEMBRO 2013


Thierry Meyssan analisa as contradições e as incoerências dos serviços secretos estadunidenses, britânicos e franceses a propósito do suposto massacre químico de Ghouta.


Thierry Meyssan: Os serviços secretos ocidentais estão seguros, a 100%, de coisas que não são lógicas:
  1. Eles pensam que os gases de combate podem descriminar entre homens e mulheres.
  2. Eles observaram a preparação de gases de combate, mas não interviram para impedir o seu uso. Pelo contrário, propuseram punir aqueles que os usaram.
  3. Eles explicam que as crianças foram mortas no dia 21 de Agosto, enquanto os vídeos são anteriores e as crianças provêm de famílias que apoiam o Estado sírio e o governo de Bashar al-Assad.
  4. Eles dizem dispor de intercepções telefónicas. Mas, não são eles que fazem essas intercepções telefónicas.
  5. E, finalmente, o caso da "linha vermelha". Visto que, de acordo com o chefe do Comité Conjunto dos Serviços Secretos britânico, Jon Day, a Síria teria usado, anteriormente, 14 vezes gases de combate. Mas, sem isto ter sido claramente documentado. Porquê 14 vezes antes? Porque, 14 vezes é o número de uso, pelos EUA, de armas químicas no Iraque, em 2003-2004. E, evidentemente, esta seria simplesmente a 15ª vez que permitiria atravessar a famosa "linha vermelha" que necessita de uma resposta da parte das grandes potências.


O massacre de Ghouta
As contradições dos serviços secretos ocidentais

TM: O governo dos EUA e também a França asseguram que o exército árabe sírio - o exército legítimo do Estado sírio - procedeu a um massacre químico nos arredores de Damasco, na cintura agrícola - a Ghouta - que rodeia Damasco, no anterior dia 21 de Agosto.
Então, vou-vos mostrar que tal afirmação é completamente fabricada e que em nada corresponde à realidade. Para isso, vou-me basear em documentos publicados, muito oficialmente, pelos governos dos EUA, Reino Unido e França.


1 - O número de vítimas varia na proporção de 1 para 5

TM: Na nota de informação que foi publicada pelos EUA, podemos ler que tal ataque causou a morte de, pelo menos, 1429 pessoas.
Mas, quando vemos o documento francês equivalente, já se trata de apenas 281 mortos, que foram contados, observando vídeos na Internet. Esses mesmos documentos precisam que uma "Organização Não Governamental" (é preciso usar o termo entre aspas), os Médicos Sem Fronteiras, contou, pelo governo francês, 355 mortos em hospitais na região de Damasco.
Portanto, a diferença de avaliação do problema varia, de um a cinco, consoante a fonte.
Depois, uns e outros fazem referências aos vídeos, para atestar a veracidade dos factos.
E, estes mesmos vídeos, não estão de acordo quanto ao número. De acordo com os documentos dos EUA, há uma centena. Enquanto que, de acordo com o governo francês, há apenas 47.


2 - Paris e Washington validaram os vídeos anteriores a 21 de Agosto

TM: Quando vemos estes vídeos, podemos constatar que alguns são anteriores ao massacre.
Com efeito, se vocês os virem no YouTube, verão que eles foram publicados no dia 20 de Agosto. Poderia ser o dia anterior - mas não necessariamente - dada a diferença horária de 9:00 horas entre a Síria e a Califórnia, onde se encontram os servidores do YouTube. Contudo, podem constatar que, nas cenas exteriores, o Sol está no seu zénite.
Pelo que, é cerca de meio-dia. E isto não pode ter sido publicado no dia 21 de Agosto. Teve, necessariamente, de ser registado antes desta data.
É, portanto, em provas sem valor que se fundamentam os serviços secretos dos EUA e da França.


3 - Um gás que poupa as mulheres

TM: Nesses documentos, dizem-nos que a maior parte das vítimas são crianças.
Efectivamente, se virmos estes vídeos, podemos ver que muitas das crianças estão a agonizar. São todas crianças da mesma idade. Há também adultos, mas os adultos são todos homens, geralmente, de idade de combate.
Não há mulheres. Com duas excepções, não há mulheres entre as vítimas anunciadas. Das 1429 vítimas contadas pelos Estados Unidos, não haverá mais de duas mulheres.
Esta seria a primeira vez em que gases descriminam as pessoas de acordo com o seu sexo.


4 - As vítimas são prisioneiros dos jihadistas

TM: Quando estas imagens são difundidas, a primeira coisa que sobressai é que estas crianças não estão acompanhadas.
Isto é muito chocante, de acordo com a cultura do Médio Oriente, porque, jamais se deixam os corpos dos mortos sem estarem acompanhados, especialmente, quando se tratam de crianças.
Portanto, estas crianças estão sem os pais.
E vemo-las nas mãos de pessoas, que são apresentadas como auxiliares de acção médica a tentar salvá-las. Mas, não compreendemos bem o que esses auxiliares de acção médica estão a fazer.
De facto, há uma razão muito simples... Que é que, estas crianças não são vítimas de ataques químicos.
São crianças que foram raptadas há duas semanas, no princípio de Agosto, na região de Latakia, a 200 km de Ghouta.
Foram raptadas durante um ataque dos jihadistas contra aldeias alauítas fiéis ao governo. A maior parte das famílias foi massacrada. Alguns sobreviveram. Nos sepulcros em redor de Latakia, houve mais de um milhar de mortos.
E estas crianças, das quais estivemos sem notícias, durante duas semanas, reaparecem nestes vídeos.
Aquelas que têm familiares ainda vivos foram reconhecidas por eles e essas famílias apresentaram queixa por assassinato porque, se não perceberam, nos vídeos, o cuidado que lhes está a ser prestado é, simplesmente, que elas não sejam ajudadas.
Estão-lhes a dar injecções intravenosas de venenos, para as assassinar em frente às câmaras.


5 - Os serviços secretos teriam um meio secreto de analisar amostras humanas

TM: Os estadunidenses, britânicos e franceses dizem que as vítimas foram gaseadas com gás sarin, com uma mistura de gases que inclui gás sarin. E, para isso, baseiam-se em análises feitas pelos seus próprios laboratórios a partir das suas próprias amostras, colhidas no sítio.
O que é totalmente impossível, porque a ONU também foi a esse local, colheu amostras e precisa de mais doze dias suplementares para poder cultivar os tecidos humanos, que foram colhidos, e ser capaz de os analisar.
Portanto, dizem-nos que os EUA, França e Reino Unido têm métodos secretos de investigação, totalmente desconhecidos do mundo científico, que permitem, instantaneamente, cultivar tecidos humanos e saber o que daí advém.


6 - Os Estados Unidos terão observado a preparação do crime, durante quatro dias, sem terem interferido

TM: Ainda mais estranho, na nota de James Clapper, Director dos Serviços de Informações estadunidenses, aprendemos que, como prova final, os EUA terão observado, durante os quatro dias anteriores, o exército sírio a misturar os componentes de gás sarin e a preparar o veneno mortal para uso imediato.
Mas, o que não compreendemos é que, se viram isso durante quatro dias porque não disseram nada e porque não interviram?


7 - Uma intercepção telefónica fornecida por Israel

TM: Da mesma maneira, os EUA, Reino Unido e França afirmam, cada um, ter interceptado conversas telefónicas entre um alto funcionário do Ministério da Defesa sírio e o chefe das unidades que lidam com gases de combate, em que o Ministério sírio terá entrado em pânico devido ao uso desses gases. Isto, seriam mais provas da responsabilidade síria.
Mas, estas provas não foram colhidas por tais serviços secretos. Foram-lhes fornecidas pela Unidade 8200 da Mossad israelita, tal como anunciou, perante tais serviços secretos, a televisão israelita...

Televisão israelita: "As forças armadas israelitas afirmam ter interceptado comunicações do governo sírio que demonstram que o regime de Bashar al-Assad é responsável pelo recente ataque químico que causou centenas de mortos, entre civis, num país devastado pela guerra."


8 - Ausência de sintomas causados por gás sarin

TM: Nos vídeos, as vítimas têm tremores e babam-se. Isso é muito característico, normalmente, das intoxicações com gases de combate.
Excepto que, o gás sarin não causa uma baba branca, mas uma baba amarela. E não é isso que vemos nesses vídeos. Por isso, não pode ter sido gás sarin que foi usado para intoxicar as pessoas que morreram.


Os dirigentes dos Estados Unidos, Reino Unido e França são passíveis de ter de enfrentar o Tribunal Penal Internacional

TM: Em conclusão... Este caso é totalmente fabricado. Emerge da propaganda de guerra. E a propaganda de guerra é, de acordo com o Direito Internacional, um crime muito grave, porque é um crime contra a Paz, o qual permite a perpetração de outros crimes, incluindo crimes contra a Humanidade.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Revolução Americana começou por causa de desarmamento

Para quem não sabe... Nos EUA, a posse de armas consideradas necessárias a uma eficaz autodefesa por parte de um cidadão (e não, necessariamente, aquelas que já ultrapassam esse objectivo, como equipamento militar poderoso) - seja essa contra criminosos vulgares, ou contra governos que se tornem tirânicos e criminosos (e sim, se lerem a literatura correspondente, foi também já a pensar neste último caso que tal direito foi instituído) - é um direito constitucional, que é referenciado na Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos da América.
E, como tal, é um direito sagrado que, em nenhuma circunstância, deverá ser infringido.
E, como direito constitucional que é, é um direito que assiste a todo o cidadão e que o governo federal não o pode impedir de exercer (a não ser que este esteja sob detenção justificada, a cumprir uma pena por algum crime real que tenha cometido, ou alguma outra excepção óbvia, claro - e não devido a uma qualquer desculpa esfarrapada que o governo possa querer inventar).
Assim como, é um direito que não pode ser revogado por uma qualquer "lei" que possa ser passada, pelo simples facto de que (tal como dizem as pessoas minimamente informadas e inteligentes) "leis inconstitucionais não são leis".
Para além disto tudo, cada membro das forças armadas e das forças policiais norte-americanas é obrigado a jurar defender a Constituição do seu país, no decorrer do seu serviço. E está, por isso, impedido, por Lei, de violar essa mesma Constituição (incluindo a mencionada Segunda Emenda à mesma). Ou seja, é ilegal para um polícia ou militar norte-americano tentar desarmar uma pessoa, que não esteja sob detenção justificada.
Resumindo o muito importante ponto que quero fazer...

É ilegal, nos EUA, o governo tentar impedir as pessoas de possuírem armas, assim como, é ilegal que o governo lhes tente retirar essas mesmas armas.

(E, tal como em qualquer outro caso em que esteja a ser violada a Lei e estejam as pessoas a ser postas em perigo, é, consequentemente, um direito dessas mesmas pessoas, resistir a qualquer acto que ponha em sério risco a sua integridade física e que infrinja essa mesma Lei, na qual se inclui o mencionado direito de possuir armas.)
Por isso, se (ou quando) a altura chegar em que vejam notícias na televisão de que o governo norte- -americano está a "justificadamente" tentar desarmar cidadãos que, não cumprindo as ordens do governo, se recusam a ser desarmados e que oferecem resistência a essas mesmas tentativas de desarmamento, é o governo - e não as pessoas que possuem armas - quem está a cometer um crime, ou quem é o criminoso.
(Lembrem-se bem do que eu aqui digo, pois, o que os média controlados irão dizer é que são os cidadãos norte-americanos que têm armas quem são os criminosos - por estarem a exercer um direito constitucional...)
E, dito isto e vendo vocês, a seguir, o vídeo que se segue, ficam já a saber que, se alguma coisa "estalar" por causa disto... É do lado dos cidadãos que está a razão (e a Lei) - e não do governo.

sábado, 21 de setembro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Conheçam Kurt Sonnenfeld


(Um videógrafo da FEMA que filmou e fotografou coisas, nos escombros do World Trade Center, que o governo norte-americano não quer que sejam do conhecimento público... Podem saber mais, sobre a história deste agora refugiado político na Argentina, aqui, aqui e aqui.)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Lançado o livro de Dimitri Khalezov sobre o 11/9

O livro para o qual este investigador pedia, há uns meses, a ajuda monetária e material de todos, para que o pudesse concluir, está já terminado e pronto a ser distribuído.
E, do que já pude ler... Não é apenas o livro mais "explosivo" (coincidência de termo) sobre o 11 de Setembro... É, sem exagero, o livro mais "explosivo" que eu alguma vez li...
Copio para aqui parte de uma carta electrónica que foi enviada, há poucos dias, para as pessoas que contribuíram monetariamente para que este pudesse ser escrito.


Full version of 911thology book NOW!

[...]

The full version of my book is OUT NOW!

Please, get it as soon as possible, the links may not last!

Download is around 137 MB. Please, feel free to re-distribute
these links as well as to re-upload my files and to share with
others. I want this book to circulate as widely as possible.

Sincerely yours,
Dimitri Khalezov

Here are download links:

http://www.mediafire.com/download/p8kdj6mhzcaccr6/9-11thology-third_truth_v4_full.zip

http://rapidshare.com/files/3252256303/9-11thology-third_truth_v4_full.zip

http://www.911-truth.net/9-11thology-third_truth_v4_full.zip




Para quem (devido aos actos de censura e sabotagem de que este autor tem sido vítima) tenha tido dificuldade em ver o vídeo que este e o Daniel Estulin produziram sobre o mesmo assunto de que este livro fala - e que convidava eu as pessoas a ver, numa colocação minha anterior - deixo <aqui> uma hiperligação (por enquanto) funcional para o mesmo.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A Corrupção na Origem da Crise


(Dois excelentes oradores, com informação mesmo muito importante a transmitir. Vale mesmo a pena ouvir estas intervenções, do princípio ao fim. O dinheiro público que as pessoas perderam - devido à corrupção - e o dinheiro privado que perderam - devido à especulação imobiliária - seriam suficientes para pagar os sucessivos défices, eliminando a necessidade de quaisquer aumentos de impostos ou cortes nas despesas...)

sábado, 17 de agosto de 2013

Viver a Utopia

O documentário de eleição da maior parte dos anarquistas... ;)
Melhor do que qualquer obra de ficção, ainda que muito baseada na realidade, não há nada como mostrar e contar os factos, tal como eles realmente aconteceram.
Copiando para aqui uma descrição no YouTube, que se pode encontrar numa versão legendada em inglês: "Considered a jewel amongst historians and rebel hearts, this documentary made in 1997 about the 1936 Spanish Revolution blends historical accounts of the development of the anarchist movement with first-hand testimonies."
Uma muito interessante colecção de descrições de muito importantes factos históricos e de belos testemunhos, da parte de quem tudo isto viveu, na Catalunha, há 75 anos atrás - e que certamente muitos detractores do Anarquismo, gostariam um dia de apagar da História, enquanto continuam dizendo que este é algo utópico e inalcançável...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Abram alas para o Piotr Kropotkin

Um muito especial autocarro que fazia, até recentemente, parte (com este nome) das carreiras de uma cidade do Sul de Inglaterra...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Conheçam Mikhail Bakunin

Há muito poucos anos atrás (já se tinha iniciado o actual Colapso) decidi tentar a minha sorte, em termos de emprego, no interior do país.
Sem acesso à Internet, onde estava, sem nenhum livro que quisesse, na altura, ler e numa casa onde só tinha acesso à rádio e à televisão convencional para me entreter, por haver também nessa casa um leitor de DVD ao meu dispor, com uma entrada USB, decidi, nos fins-de-semana que vinha passar à zona de Lisboa, procurar na Internet por alguns filmes, documentários e também uma ou outra série de televisão que me despertasse algum interesse, para copiar alguns episódios (todas as semanas) para uma "caneta" USB, com uma boa capacidade de memória (e que para isso comprei), para, deste modo, ter com que me entreter nos dias úteis.
Por ser eu um amante da natureza e por já me ter deparado com um ou outro episódio desta série que me tinha despertado algum interesse, decidi então experimentar ver a famosa série "Lost".
(Refiro-me à mesma pelo seu título original, pois, não preciso de legendas e, por isso, não fiz questão de ver a versão em português...)
Com mesmo muito tempo livre para ocupar, devido à falta de actividade profissional, lá ia eu vendo até vários episódios de seguida e, rapidamente, lá ia avançando eu nas temporadas, ao ponto de não demorar muito até passar à seguinte.
A série, acabou por ser decepcionante... Pois, para além da bela paisagem natural, o argumento acabava por ser um enredo de intrigas tal, que uma pessoa, às tantas, já nem dava conta de toda a história. E, por isso, já nem sei em que temporada é que desisti de a continuar a ver...
Mas, estava eu a ver uma delas, sempre à espera de mais uma surpresa (das tantas que esta série proporcionava) quando, um grupo de personagens chega a uma zona remota da ilha onde decorre a maior parte da acção e se depara com um personagem que vivia sozinho numa casa isolada.
Eis que chega a altura do último se identificar e o mesmo profere as palavras "Mikhail Bakunin"(!)...
"O quê?... Terei ouvido bem?..." - pensei, antes de puxar a acção para trás, para repetir a cena em causa, para aí umas 3 vezes, para ter a certeza de que estava a ouvir bem.
"Mikhail Bakunin"(!), repetia o personagem, de cada vez que o tentava ouvir mais claramente...
Era, realmente, o mesmo nome(!).
O personagem, curiosamente, acabou por ser até, a meu ver, o mais interessante da série (até onde eu a vi, isto é). Pois, para além de viver sozinho, vivia com acesso a um computador onde se podia jogar xadrez, no qual, caso conseguisse o utilizador ganhar ao computador no jogo, tinha esse mesmo utilizador acesso a informação secreta que estava nesse mesmo computador guardada.
Mas, não podia ser pura coincidência, quanto ao nome, pensei... Pois as pessoas que escrevem argumentos são pessoas minimamente cultas. E, certamente, saberão que existe um conhecido pensador com o mesmo nome.
(Ou, no mínimo, ficariam a saber, se, por coincidência, surgissem com um nome destes... E, a quererem evitar uma associação destas, decidiriam-se por um outro nome.)
A confirmação, pude fazê-la na Internet. Onde fiquei a saber que os nomes de vários dos personagens da série foram tirados de conhecidas personalidades.
E, realmente, sempre que ouvia a menção do nome do personagem "Faraday", não conseguia deixar de pensar no conhecido cientista. Até porque, eram cientistas que aparentavam ser alguns dos personagens - incluindo o mencionado "Faraday".
A grande surpresa, para mim, foi ver ser referido o nome de um conhecido anarquista, numa muito popular obra, sem que esse mesmo nome fosse vilificado ou retratado de algum modo negativo. Pois, ao que estou habituado é que, sempre que se fala dos anarquistas, é para dizer mal...
E fiquei, até, a achar estranho que esta série de televisão fugisse à visível (e que aparenta ser, de facto, uma) regra dos média de massas...
O período após esta descoberta, acabou por ser engraçado... Pois, de cada vez que pesquisava na Internet sobre o conhecido pensador, ao lado das imagens do original, apareciam sempre também as do (talvez hoje, até mais conhecido) personagem. ;)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Abby Martin, do "Breaking the Set" da RT, a pseudocriticar a Nestlé (e a mentir sobre a já provada fraude do "aquecimento global")

"Fra Paolo Sarpi, the dominant figure of the Venetian intelligence establishment of his time, advised the Venetian senate that the best way to defeat anti-Venetian propaganda was indirectly. He recommended the method of saying something good about a person or institution while pretending to say something bad. An example might be criticizing a bloody dictator for beating his dog - the real dimensions of his crimes are thus totally underplayed."
--- Webster Tarpley, in "How to Identify a CIA Limited Hangout Operation"
Quando, num comentário anterior neste blogue, dizia eu que havia uma pessoa mais na RT que me despertava suspeitas quanto às suas verdadeiras intenções, falava eu da jornalista Abby Martin... E, sobre esta, irei apenas chamar a atenção para o seguinte...
Informem-se sobre o currículo desta (que inclui, nomeadamente, uma posição de destaque num órgão de imprensa que é elogiado pela conhecida imprensa controlada), vejam o quão não aprendem (de importante) com o seu programa (e aprendem com outros), o tipo de pessoas e organizações que esta elogia (em detrimento doutras), este tipo de críticas (de treta, cheias de forma, mas vazias de conteúdo) que ela faz, a atenção (e consequente publicidade) que a esta pessoa é dada (e consequentemente feita) pelo poder instituído (e que não é dada - e feita - a outras pessoas neste meio) e a (pelo menos uma) grande mentira (que deixo num dos vídeos que se seguem) que esta jornalista, já por (pelo menos) duas vezes, tentou fazer passar no seu programa.



(Para quem não sabe, o maior crime pelo qual a Nestlé é responsável - e pelo qual esta é muito mais conhecida no meio activista, de que esta jornalista diz fazer verdadeiramente parte - é o facto de - consciente dos seus efeitos - vender esta empresa um suposto substituto de leite materno, em países de Terceiro Mundo, que resulta na morte de crianças. Mas... Fala extensivamente, esta jornalista, sobre este facto, nas suas denúncias?... Não... Decide, antes, tal pessoa concentrar-se na "imensamente danosa" crítica a esta empresa que é o facto desta... engarrafar água...)

Segue-se uma das vezes em que pôde esta mesma pessoa ser vista a mentir sobre a já conhecida fraude do "aquecimento global causado pela actividade humana".



E mais coisas existem, que poderia eu aqui estar a dizer sobre esta mesma personagem...
Mas, acima de tudo, por ter eu, neste momento, mesmo muito pouca paciência para andar a expor pseudojornalistas e também por a maior parte do que mais teria eu a dizer passar muito pela chamada "linguagem corporal" - que já sei que muito poucos sabem ler ou entendem - por aqui irei ficar...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Há 75 anos atrás, no vizinho Estado Espanhol...

(Um filme, que também só vi já depois de me ter "reformado" do activismo anarquista e que penso que possa ser interessante para algumas das pessoas que consultam este blogue - e que deixo aqui como sugestão para as férias em que sei que muitos estarão. A visualização do mesmo, talvez seja melhor que seja feita na sua versão original, em inglês. Embora o castelhano seja algo que a muitos possa despertar mais sentimentos.) ;)

sábado, 20 de julho de 2013

Algumas considerações sobre o actual sistema de ensino

(Chegadas as férias escolares para muitos, aqui fica, talvez, um estímulo, para uma muito importante reflexão a ser feita - quer por educandos, quer por educadores - do que se faz a crianças e a jovens em todo o Mundo...)

Deixo aqui <esta> introdução e também <esta> (nas quais se incluem várias hiperligações que poderão explorar) seguidas de um discurso - muito agradável de se ouvir - da parte de quem é capaz de entender - ou de (tal como o autor deste blogue, há uns bons anos atrás, demonstrava no que escrevia) se aperceber - enquanto vítima do mesmo, do processo de estupidificação e domesticação de que é alvo - para ver se, com isto, algumas luzes se acendem nas cabeças dos mais críticos e atentos à realidade à sua volta...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Extraordinária capacidade de memória

Uma notícia antiga, do início do século passado - que encontrei, ao procurar pelo (familiar) termo "portuguese anarchist" (com aspas) no motor de busca da Google - que foi publicada num jornal do nordeste dos EUA, a propósito do que tinha sido o recente regicídio em Portugal.




(Suponho que os leitores deste jornal deviam ser pessoas mesmo muito estúpidas...)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Já cá canta..."



Fui buscá-lo ontem - depois de vários anos de interesse, mas de só agora ter o dinheiro para tal - à delegação local da empresa responsável pelo envio, após tê-lo comprado, via Internet, numa loja de livros antigos em Madrid, por menos de 10 euros (excluindo os portes de envio).
É de uma das primeiras edições, dos anos 50.
E, como penso que deve ser, para qualquer livro volumoso e importante que se preze, escolhi este, em particular, por ter uma capa dura e resistente - e também vermelha, a condizer. ;)
Está em muito bom estado de conservação, para a idade, e não tem qualquer defeito a assinalar.
Quem quiser lê-lo, em formato PDF, pode procurá-lo nesta hiperligação.
E, quem não souber, e quiser saber, que livro é este, pode ler a seguinte introdução - [1] [2] - feita por um autor que, ainda que não sendo um que me agrade (muito), fez uma boa sinopse do que se trata - e pode também, se quiser, descarregar o ficheiro, disponibilizado por tal autor, que contém a parte que mais interessa (traduzida para inglês).

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Mais uma Greve Geral desvirtuada (e, em boa parte, silenciada)

Tendo feito questão em ver, ao final do dia, um noticiário televisivo que me contasse o que se passou nesta Greve Geral, deparo-me - às 00:00 horas, no canal TVI24 - com uma notícia de uma ridícula "forma de luta" que consistiu em tentar bloquear a Ponte 25 de Abril. 
(Ponte essa, na qual - tal como qualquer pessoa que a utilize sabe - passam frequentemente ambulâncias.)
Um acto estúpido e ridículo, não há dúvida... Mas, infelizmente, também um tipo de acto que se tem vindo a repetir, aquando das grandes manifestações que acompanham as Greves Gerais que têm vindo a ser feitas no nosso país.
O que me leva a questionar a ocorrência destes mesmos actos...

É esta, agora, uma ocorrência normal de cada vez que haja uma Greve Geral?
Ter um grupo de manifestantes que faz sempre algo que, ou é simplesmente estúpido, ou desvia as atenções do que foi a Greve Geral, em si?

Ainda esperei para ver se, depois de reportarem sobre esta tentativa de bloqueio, diziam mais alguma coisa sobre a Greve. Mas, nada...
Foi um sucesso? Não foi um sucesso? Que coisas foram ditas - em possíveis discursos, ou em palavras de ordem - por quem a esta Greve aderiu e se manifestou em frente à Assembleia da República?
Nada. Nem uma palavra, sobre tudo mais que aconteceu(?)...
Coisa que, desta vez, até me surpreendeu...
Pois, que um órgão da imprensa controlada faça - propositadamente ou não - um mau trabalho a reportar um acontecimento, não é coisa que me surpreenda. Agora, que omita (e completamente) algo de muito importante que ocorreu nas ruas da capital do nosso país (e, sobre o qual era mais- -que-suposto reportar) é que já é uma coisa da qual eu não estava à espera... E, também coisa que me faz reparar, ainda mais, na repetida ocorrência deste tipo de actos mediáticos. Assim como, questionar seriamente a coincidência da ocorrência dos mesmos...
Pois, já reparei que é sempre que ocorre uma destas muito grandes e significativas manifestações de descontentamento popular - que pode enviar uma muito grande e clara mensagem, a todos que fazem parte desta sociedade, de que algo de muito errado e de muito mal se passa neste país - que surgem sempre estas acções que - ainda que, sendo secundárias - são aquelas nas quais a imprensa controlada sempre decide se focar, em detrimento de tudo o resto que se passa e passou, no acontecimento principal que lhes serve de pretexto.
O que, naturalmente, me leva a questionar todo este fenómeno combinado...
  • Quem é que anda a instigar estas pessoas, para que façam tão estúpidas coisas?
  • Fazem estas pessoas (que participam em tais actos) sequer parte das organizações sindicais que convocam estas manifestações?
  • Porque é que é sempre que ocorre um destes grandes acontecimentos (com um imenso significado social) que surgem este tipo de manifestantes, a fazer as coisas piores, mais estúpidas e mais ridículas?
  • Se é fazer coisas que, repetidamente, não são aprovadas por quem convoca estas grandes manifestações, por que é que é sempre na sequência ou decorrer das mesmas que decidem estes manifestantes fazer este tipo de coisas - em vez de as fazerem num qualquer outro dia?
  • (E, a pergunta que deve sempre ser feita, para qualquer tipo de ilegalidade...) "Quem é que beneficia deste tipo de acções?"
Quem me lê, e sabe o tipo de intuição que tenho (e que me faz descobrir as coisas que descubro), saberá onde quero chegar... E, sobre isso, penso que mais nada aqui preciso de dizer... Assim sendo, (e, para finalizar) aproveito apenas para fazer alguma luz sobre (a inteligência de) o tipo de pessoas que decidem aderir a este tipo de propostas ridículas, mostrando uma reportagem antiga sobre uma outra acção deste tipo, que ocorreu há já uns bons anos atrás, também nas ruas da nossa capital.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Símbolo do "#changebrazil" é o mesmo das "revoluções coloridas"

O que eu já sei, para além disto, é já suficiente para perceber do que tudo isto realmente se trata...
Mas, para os mais ingénuos e ignorantes, aqui vai mais uma prova (para juntar a várias - [1] [2]) de que todo este alvoroço se trata, na verdade, de uma tentativa, maioritariamente organizada por forças exteriores ao mesmo (em colaboração com os seus fantoches locais), de desestabilizar politicamente o Brasil, sabotar a sua Economia emergente (que poderá, um dia, vir a rivalizar com as mais desenvolvidas do Ocidente) e substituir o governo deste país. Que (concorde-se ou não com o modelo económico por ele implementado - e, ainda que se trate de um governo com vários problemas sérios por resolver) tem vindo (dentro do possível) a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos do seu país e a deixar o país melhor do que estava, antes do partido por ele responsável ter subido ao poder. (Tudo, note-se, razões mais que suficientes para que seja alvo de uma tentativa de golpe e sabotagem destas...)
Se consultarem a página no YouTube onde são colocados os vídeos do sujeito mencionado na minha colocação anterior, poderão lá ver o símbolo que se encontra em cima e à esquerda deste texto.
Símbolo esse, que os mais atentos e bem informados, irão reconhecer doutros sítios...
Pois, é o mesmo símbolo que aparece em tudo o que são "revoluções coloridas", feitas para derrubar governos não alinhados com o Ocidente. E é também o mesmo símbolo usado pelos grupos que tentam desestabilizar a Rússia e a Venezuela.
(Mais uma muito boa prova de quem é que realmente está por trás disto...)
Como disse, tudo isto é já, para mim, mais que suficiente para saber do que realmente se trata toda esta confusão... E, por isso, não deverei sequer fazer mais colocações aqui sobre este assunto... Irei, antes, esperar que também nos meus sítios de referência na Internet se comecem a aperceber disto e a denunciá-lo - e, depois disso, irei deixar aqui, como comentários a esta colocação, as hiperligações para as confirmações por estes mesmos bons sítios de análise feitas.

Vivam o Brasil, o seu Desenvolvimento e o seu Futuro!

Morram o Imperialismo Anglo-Americano e a sua "Nova Ordem Mundial"!

sábado, 22 de junho de 2013

Alguns esclarecimentos sobre o que realmente se passa no Brasil

Tudo isto tem indícios de ser mais uma tentativa de "revolução colorida", das muitas que são feitas para desestabilizar países não alinhados com a NOM e substituir os seus governos. Mas, felizmente, é cada vez maior o número de pessoas que disto se começam a aperceber...

What is this, “companheiro”?



Recebi e copio aqui um texto da maior importância, que deve ser lido por todos os que ainda duvidam da presença de grupos organizados de provocadores e por gente contrária ao Brasil que se aproveita dos desejos generosos que movem os jovens que estão se manifestando em todo o Brasil.

Tem boi na linha. #changebrazil? Quais [são] seus interesses?

“Quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”, diz porta-voz anônimo do movimento ChangeBrazil.

Nem tudo que está acontecendo parece ser espontâneo. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado com planejamento de campanha publicitária, especialmente online, sabe que algo assim é possível. Não é tão diferente de planejar o lançamento de um filme ou turnê para o público jovem.

Há um movimento na internet, que surgiu no dia 14 de junho, voltado principalmente para jovens, chamado #changebrazil (surgiu assim mesmo, em inglês). Em português o nome do movimento é Muda Brasil. Esse movimento postou vídeos, aparentemente espontâneos, que foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas, a maioria deles jovens (muitos secundaristas) que estão indo para as manifestações em clima de festa e máscara V de Vingança.

Na quinta-feira, dia 13 de junho a polícia de Geraldo Alckmin (PSDB)  reprimiu de forma violenta manifestantes do Movimento Passe Livre, cidadãos e jornalistas. Logo no dia seguinte a grande imprensa passou a defender o movimento e surgiu um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help us” (Por favor, nos ajude). O vídeo, com um narrador com visual rebelde (alguém sabe quem ele é?) que já foi visto por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas, passa rapidamente sobre tarifa de ônibus, critica a mídia e estimula aos jovens o ódio contras os políticos, enaltece o STF e estimula quem ver o vídeo a espalhá-lo e debater o assunto na internet. Sugiro que quem não entende o clima da juventude no protesto ou que tem ilusões de que eles são de esquerda, o assista. http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

O vídeo parece simples, mas a iluminação e fundo é profissional, foi feito em estúdio, e se prestar atenção, verá que o manifestante (alguém o conhece?) de inglês perfeito, está lendo um teleprompter. O vídeo é feito em inglês, mas a maioria dos comentários é de brasileiros. Não há acessos a estatísticas. O vídeo foi feito e visto provavelmente por brasileiros, jovens, de classe média e alta que falam inglês. Fala da Copa do Mundo (preste atenção: todos falarão). E termina dizendo que “o povo é mais forte que aqueles eleitos para governá-los”.

Que movimento pelo Passe Livre faria um vídeo em inglês? Quem é esse sujeito? Quem pagou essa produção, feita em estúdio com teleprompter? http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

As dicas sobre quem ele é o que as pessoas que estão por trás disso querem estão no segundo vídeo, postado durante as manifestações de segunda-feira.  Este fala em português. Carregado de sotaque, celebra a tomada do Congresso Nacional por “protestantes” (sic). Esse vídeo foi menos visto, mas não pouco visto, são 66 mil pessoas. http://youtu.be/z-naoGBSX9Y Ele dá parabéns pela manifestação, pelas pessoas mostrarem que “amam” seu país. E segue para dar instruções. Cita as hashtags #changebrazil e o #brazilacordou. Diz que o público não pode se desconcentrar nisso pelo gol do Neymar, ou pelo BBB. Diz que não devem falar de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo a mensagem é vazia além de “Muda Brasil”. Ele se refere sempre sobre o que acontece como isso. E no minuto 2:06 ele diz para as pessoas fazerem o material para o exterior porque “quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”.

Que movimento é esse que quer mudar o Brasil fazendo ele se dobrar?

Ele mistura nas pautas do seu “movimento coisas que todos defendem, como contra a corrupção, e mais verbas para saúde e educação. Talvez por “coincidência” as mesmas pautas centrais, com a mesma linha de discurso foi postada em um vídeo suspostamente feito pelo grupo Anonymous justamente quando as tarifas iam baixar para propor novas causas. Ele já foi visto por 1 milhão e 400 mil pessoas. http://youtu.be/v5iSn76I2xs Importante lembrar que como os vídeos do Anonymous usam imagem padrão e voz falada por digitada pelo Google, e são postadas em contas do Youtube aleatórias qualquer um pode fazer um vídeo se dizendo Anonymous.

O nosso amigo de sotaque não é o único vídeo que veio de fora. Já ficou famoso o vídeo de uma menina bonitinha, Carla Dauden, uma brasileira que mora em Los Angeles, falando contra a Copa do Mundo. Na descrição do vídeo ela diz que tinha feito o vídeo antes dos protestos (talvez para justificar a produção apurada), mas postou no dia 17 de junho. Carla diz [que] mais de 2 milhões de pessoas o viram. De novo, em inglês com legendas. Pretensamente para o exterior, mas de novo a maioria dos comentários é brasileiro. Ou seja, são para jovens que falam inglês. Diz mentiras como que os custos do evento teriam sido 30 bilhões de dólares, o que parece que os estádios custaram isso. Quando na verdade os custos reais são 28 bilhões de dólares, a maior parte em obras de mobilidade urbana, não estádios – veja o vídeo aqui: http://youtu.be/ZApBgNQgKPU. Mas quem está checando acusações?

Prestem atenção. A soma de apenas esses 3 vídeos somente deu 5 milhões de visualizações no Youtube.

Dê uma busca por changebrazil ou Muda Brasil, o nome dos vídeos em português do “movimento” que quer dobrar o Brasil no Youtube, e descubra você mesmo. Será que está acontecendo um 1964 2.0?

Por Fernando Brito

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Não há um “movimento” em disputa, mas uma multidão sequestrada por fascistas


Por Marco Aurélio Weissheimer

O que começou como uma grande mobilização social contra o aumento das passagens de ônibus e em defesa de um transporte público de qualidade está descambando a olhos vistos para um experimento social incontrolável com características fascistas que não podem mais ser desprezadas. A quem interessa uma massa disforme na rua, “contra tudo o que está aí”, sem representantes, que diz não ter direção, em confronto permanente com a polícia, infiltrada por grupos interessados em promover quebradeiras, saques, ataques a prédios públicos e privados, ataques contra sedes de partidos políticos e a militantes de partidos, sindicatos e outros movimentos sociais? Certamente não interessa à ainda frágil e imperfeita democracia brasileira. Frágil e imperfeita, mas uma democracia. Neste momento, não é demasiado lembrar o que isso significa.

Uma democracia, entre outras coisas, significa existência de partidos, de representantes eleitos pelo voto popular, do debate político como espaço de articulação e mediação das demandas da sociedade, do direito de livre expressão, de livre manifestação, de ir e vir. Na noite de quinta-feira, todos esses traços constitutivos da democracia foram ameaçados e atacados, de diversas formas, em várias cidades do país. Houve violência policial? Houve. Mas aconteceram muitas outras coisas, não menos graves e potencializadoras dessa violência: ataques e expulsão de militantes de esquerda das manifestações, ataques a sedes de partidos políticos, a instituições públicas. Uma imagem marcante dessa onda de irracionalidade: os focos de incêndio na sede do Itamaraty, em Brasília. Essa imagem basta para ilustrar a gravidade da situação.

Não foram apenas militantes do PT que foram agredidos e expulsos de manifestações. O mesmo se repetiu, em várias cidades do país, com militantes do PSOL, do PSTU, do MST e pessoas que representavam apenas a si mesmas e portavam alguma bandeira ou camiseta de seu partido ou organização. Em Porto Alegre, as sedes do PT e do PMDB foram atacadas. Em Recife, cerca de 200 pessoas foram expulsas da manifestação. Militantes do MST e de partidos apanharam. O prédio da prefeitura da cidade foi atacado. Militantes do MST também apanharam em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre outras cidades. Em São Paulo, algumas dessas agressões foram feitas por pessoas armadas com facas. E quem promoveu todas essas agressões e ataques. Ninguém sabe ao certo, pois os agressores agiram sob o manto do anonimato propiciado pela multidão. Sabemos a identidade de quem apanhou, mas não de quem bateu.

Desde logo, cabe reconhecer que os dirigentes dos partidos, dos governos e dos meios de comunicação têm uma grande dose de responsabilidade pelo que está acontecendo. Temos aí dois fenômenos que se retroalimentam: o rebaixamento da política à esfera do pragmatismo mais rasteiro e a criminalização midiática da política que coloca tudo e todos no mesmo saco, ocultando da população benefícios diários que são resultados de políticas públicas de qualidade que ajudam a vida das pessoas. Há uma grande dose de responsabilidade a ser compartilhada por todos esses agentes. A eternamente adiada Reforma Política não pode mais esperar. Em um momento grave e difícil da história do país, o Congresso Nacional não está em funcionando. É sintomático não ter ocorrido a nenhum dos nossos representantes eleitos pelo voto convocar uma sessão extraordinária ou algo do tipo para conversar sobre o que está acontecendo.

Dito isso, é preciso ter clareza que todos esses problemas só poderão ser resolvidos com mais democracia e não com menos. O rebaixamento da política à esfera do pragmatismo rasteiro exige partidos melhores e um voto mais esclarecido. A criminalização da política, dos partidos, sindicatos e movimentos sociais exige meios de comunicação mais responsáveis e menos comprometidos com grandes interesses privados. Não são apenas “os partidos” e “os políticos” que estão sendo confrontados nas ruas. É a institucionalidade brasileira como um todo e os meios de comunicação são parte indissociável dessa institucionalidade. Não é a toa que jornalistas, equipamentos e prédios de meios de comunicação estão sendo alvos de ataques também. Mas não teremos meios de comunicação melhores agredindo jornalistas, incendiando veículos de emissoras ou atacando prédios de empresas jornalísticas.

Uma certa onda de irracionalidade atravessa esse conjunto de ameaças e agressões, afetando inclusive militantes, dirigentes políticos e ativistas sociais experimentados que demoraram para perceber o monstro informe que estava se formando. E muitos ainda não perceberam. Após as primeiras grandes manifestações que começaram a pipocar por todo o país, alimentou-se a ilusão de que havia um “movimento em disputa” nas ruas. O que aconteceu na noite de quinta-feira mostra claramente que não há “um movimento” a ser disputado. O que há é uma multidão disforme e descontrolada, arrastando-se pelas ruas e tendo alvos bem definidos: instituições públicas, prédios públicos, equipamentos públicos, sedes de partidos, jornalistas, meios de comunicação. Os militantes e ativistas de organizações que tentaram começar a fazer essa disputa na noite de quinta foram repelidos, expelidos e agredidos. Talvez isso ajude a clarear as mentes e a desarmar um pouco os espíritos para o que está acontecendo.

Não é apenas a democracia, de modo geral, que está sob ameaça. Há algo chamado luta de classes, que muita gente jura que não existe, que está em curso. Não é à toa que militantes do PT, do PSOL, do PSTU, do MST e de outras organizações de esquerda apanharam e foram expulsos de diversas manifestações ontem. Com todas as suas imperfeições, erros, limites e contradições, o ciclo de governos da última década e em outros países da América Latina provocou muitas mudanças na estrutura de poder. Não provocou todas as necessárias e esse é, aliás, um dos fatores que alimentam a explosão social atual. Mas muitos interesses de classe foram contrariados e esses interesses não desistiram de retornar ao poder plenamente. Tem diante de si uma oportunidade de ouro.

Como jornalista, militante político de esquerda e cidadão, já firmei uma convicção a respeito do que está acontecendo. Uma multidão cuja direção (rumo) passou a ser atacar instituições públicas, sem representantes, infiltrada por grupos de extrema-direita, que rejeita partidos políticos e hostiliza manifestantes de esquerda, não só não me representa como passa a ser algo a ser combatido politicamente. Ou alguém acha que setores das forças armadas e da direita brasileira estão assistindo a tudo isso de braços cruzados?

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Seguir lutando e rejeitar as manobras golpistas da direita


[Portal Vermelho]

Os acontecimentos da última quinta-feira (20) mostram que tendências contraditórias estão presentes na grande onda de movimentações populares em todo o país. É preciso refletir sobre elas. O movimento popular tem na experiência atual um manancial de ensinamentos para orientar-se corretamente e resguardar-se de atuar como massa de manobra da direita golpista.

Em mais de 100 cidades, dentre elas 25 das 26 capitais, realizaram-se manifestações de massas que mobilizaram mais de um milhão de pessoas. Um movimento cívico, popular, combativo, jovial, irreverente e – pela orientação dos seus organizadores e vontade da maioria dos participantes – pacífico. Mas a direita deu passos importantes na instrumentalização dos protestos e na tentativa de desviá-los para outras finalidades.

As manifestações foram infiltradas por provocadores que realizaram atos violentos e assumiram bandeiras políticas conservadoras. A transformação da luta democrática e social em um cenário de caos e desordem só favorece as forças da direita golpista.

Os atos e passeatas tinham como eixo, desde o seu início há duas semanas, a luta pela redução das tarifas do transporte urbano ou por sua gratuidade total. Num quadro em que esse transporte é caro e de péssima qualidade, em cidades de trânsito congestionado, a reivindicação calou fundo e alcançou enorme adesão popular.

Ao mesmo tempo, em face dos flagrantes contrastes e desigualdades sociais nos grandes centros urbanos, que mais se assemelham a caóticos aglomerados de pessoas do que a cidades humanas e organizadas, a reivindicação em torno da questão dos transportes logo extravasou para outros temas igualmente sensíveis.

Inicialmente incompreendido pelas autoridades que alternaram seu comportamento entre a soberba e a repressão, o movimento transformou-se em gigantesco pronunciamento da população na luta por direitos sociais. Mesmo o protesto contra os gastos com a construção de estádios e outros equipamentos para a Copa do Mundo de 2014 – embora equivocado na sua concepção, mal orientado e propenso à violência – também era compreensível.

Ainda que com plataforma difusa, as manifestações significaram um avanço na consciência política da população. Com o anúncio da redução das tarifas dos transportes em dezenas de cidades – principalmente em São Paulo, onde os protestos tiveram origem – é insofismável que a luta foi vitoriosa e é correto reiterar: lutar é um direito sagrado do povo brasileiro, conquistado a duras penas. Sempre vale a pena lutar.

O sentido das manifestações desta quinta-feira era precisamente o de comemorar a vitória e preparar-se para novos passos.

Mas por incitação da mídia a serviço de interesses antipopulares e antinacionais e de centros de poder que se mantêm ocultos e atuando por meio de algumas redes sociais na internet, as manifestações, em alguns casos, foram infiltradas por grupos de provocadores, que recorrem à violência, aterrorizando a população, depredando ou tentando invadir sedes de ministérios, prefeituras, bancos e estabelecimentos comerciais.

Agrega-se a isto uma deriva conservadora que se expressa por meio do lançamento de palavras de ordem que visam claramente à desestabilização política do país, ao isolamento das forças de esquerda e à derrocada do governo. Pescando nas águas turvas da confusão política e ideológica provocada pelos meios de comunicação, fomentam a rejeição aos partidos políticos e ao governo, criando um ambiente propício a aventuras golpistas de cariz fascista.

A pressão para transformar as manifestações em protestos de caráter conservador contra o governo e os partidos de esquerda foi de tal ordem que o próprio Movimento do Passe Livre, que até então liderava as manifestações e se reivindica como “autônomo, anticapitalista, horizontal e apartidário”, retirou-se do ato realizado na Avenida Paulista. Militantes do MPL começaram a perceber as características conservadoras presentes em alguns discursos, palavras de ordem e sobretudo na hostilização a outras organizações do movimento social e a partidos políticos de esquerda.

O que poderia ser uma festa cívica e democrática está sendo transformado em crise política e social. Mobilizar o povo em atos organizados para exigir direitos e reformas estruturais no país é algo indispensável e tarefa dos partidos de esquerda e das organizações do movimento social, que corresponde aos interesses e aspirações do povo brasileiro a uma vida digna, à democracia ampla e participativa e ao progresso social.

Deturpar estas aspirações, transformando justos protestos sociais em ações violentas para atirar o país no caos, serve a interesses antinacionais. O povo quer avançar na construção da democracia. Continuará na luta por seus direitos e rejeitará as manobras golpistas da direita.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Protestos no Brasil

(Tal como no caso da clara diferença entre a cobertura dos protestos que ocorreram no Egipto e a dos que, ainda hoje, ocorrem no Bahrein - em que, notoriamente, a imprensa controlada fez uma cobertura enorme dos primeiros, enquanto muito pouco reporta, ou menciona sequer, os segundos...)
Quando, ontem, ao final do dia, apanhei, por acaso, uma parte de um telejornal da TVI, com uma emissão especial ("em directo") do Brasil, dos protestos que têm ocorrido neste país (em claro contraste com a não realização do mesmo relativamente aos protestos na Turquia) - e a fazer lembrar muito uma outra emissão especial ("em directo") que este mesmo canal fez dos acontecimentos na, agora muito conhecida, Praça Tahrir - suspeitei, logo, que se tratariam estes (no Brasil) de mais uns protestos que mereciam a aprovação do poder estabelecido...
E, quando as declarações da jornalista, correspondente em São Paulo, foram interrompidas, assim que esta começou a falar nos reais problemas do Brasil - nos quais se inclui a grande dívida externa por este país ainda detida, ainda mais suspeitei que se trataria de mais uma emissão controlada.
Mas, se apenas algumas dúvidas e suspeitas tinha eu, até agora, relativamente ao que se passa neste nosso "país irmão"... Acabei de tirar e esclarecer as mesmas, quando vi, há pouco, um vídeo (publicado no YouTube, há apenas dois dias, e) republicado num sítio brasileiro de notícias, que costumo visitar.



Segue-se o comentário que deixei a este vídeo, no sítio brasileiro de que falo...
E não acham estranho (e demasiada coincidência) este vídeo ter sido publicado na mesma altura em que têm início os protestos?
E que seja feito por alguém com sotaque americano?
Que seja feito em língua inglesa (e, maioritariamente, para o público internacional)?
Que seja muito bem produzido, com dinheiro oriundo sabe-se lá donde, por um grupo de pessoas que (com que raio de objectivo benéfico(?) - agora, que é demasiado tarde para impedir tais de ocorrer) visam apenas sabotar os eventos internacionais que se irão realizar no vosso país?
Vídeo esse, que incentiva (também) os protestos internos contra estes eventos, que têm como objectivo promover o Brasil e que o governo vê como investimentos que poderão ter um resultado benéfico na Economia?
Protestos esses, que degeneram em violência descabida e que são feitos num país emergente, não alinhado com o Ocidente - e que o último tem interesse em sabotar?
Protestos esses, que são, inclusivamente, feitos com cartazes em inglês - claramente feitos para a imprensa estrangeira?
(http://rt.com/news/mass-protests-continue-brazil-844/)
Abram os olhos...
Nem tudo o que são protestos são por uma boa causa. E, uma boa parte deles, são feitos por forças exteriores aos países onde ocorrem, com vista a sabotar (e substituir o governo de) esses mesmos países.
Ainda que não concordem com o Mundial... Acham que é bom, para o vosso país, estar agora a sabotar o mesmo? (E dar a imagem, para o exterior, de um país onde ninguém quer estar?)
Para resolver os problemas económicos, há, então, que desenvolver a Economia...
E, se o governo decidiu realizar estes eventos, foi, obviamente, com esse objectivo em mente...
Concorde-se ou não com tal estratégia de desenvolvimento, acham, mais uma vez, que é boa ideia estar agora a espalhar o caos e a violência no vosso país?

sábado, 15 de junho de 2013

Caso Snowden

Tal como no caso da organização WikiLeaks, parece que não sou o único a quem tudo isto desperta algumas suspeitas... (As quais, no caso da WikiLeaks, se vieram depois a confirmar.)
E, encontrei hoje um texto, escrito por uma muito boa autora que conheço - e de que, maioritariamente, gosto - em que esta lista ainda mais motivos, para além dos que eu próprio já tinha, para suspeitar de toda esta (tão publicitada) história...
Da minha parte, faço já os acrescentos que tenho a fazer à lista que, a seguir, republico.

i) Quem está a chamar a atenção para o caso Snowden? (A imprensa controlada. E, desde quando é que a imprensa controlada funciona de modo prejudicial aos interesses que serve?)
 

j) Quem revelou todo este caso? (A imprensa controlada. E, caso fosse este um assunto verdadeiramente incómodo para o poder estabelecido, não teria esta avisado os seus amos, de modo a que não pudesse este suposto agente falar e a que nunca ninguém soubesse deste caso?)
 

k) Sendo o objectivo final um Estado Policial, terá de haver uma altura em que este se tenha de assumir como tal e em que não possa mais esconder a sua verdadeira natureza. E, para que chegue essa altura, terá de haver uma inicial em que este mesmo se comece a revelar publicamente. Assim sendo, o a que poderemos estar a assistir é, então, ao início dessa mesma revelação pública. (Que, aliás, nem é nenhuma verdadeira revelação, para quem é inteligente e está bem informado, através da imprensa alternativa, que tem vindo a denunciar casos tão graves, ou ainda piores, que não têm sido sequer divulgados pela imprensa controlada...)

Naomi Wolf: My Creeping Concern That The NSA Leaker Is Not Who He Purports To Be

June 15th, 2013

I’m still waiting for Snowden to release something, anything, that hasn’t been intuitively obvious to me for at least the past 15 years, and confirmed as fact since 2006/7 (Klein/Room641A).

If Snowden is the real deal, why are we having to contend with the corporate media censors to decide which sections of the documents we get to see and which ones we don’t?

Snowden, if you’re out there, what happens to the encrypted emails that come across the wire? Or, how does NSA run man in the middle attacks on SSL sessions? (Don’t hold your breath waiting for answers to these questions.)

Anyway, this spectacle is far from over. I’d suggest keeping your dial set somewhere between outright cynicism and ambivalence going forward.

Via: Facebook / Naomi Wolf:

I hate to do this but I feel obligated to share, as the story unfolds, my creeping concern that the NSA leaker is not who he purports to be, and that the motivations involved in the story may be more complex than they appear to be. This is in no way to detract from the great courage of Glenn Greenwald in reporting the story, and the gutsiness of the Guardian in showcasing this kind of reporting, which is a service to America that US media is not performing at all. It is just to raise some cautions as the story unfolds, and to raise some questions about how it is unfolding, based on my experience with high-level political messaging.

Some of Snowden’s emphases seem to serve an intelligence/police state objective, rather than to challenge them.

a) He is super-organized, for a whistleblower, in terms of what candidates, the White House, the State Dept. et al call ‘message discipline.’ He insisted on publishing a power point in the newspapers that ran his initial revelations. I gather that he arranged for a talented filmmaker to shoot the Greenwald interview. These two steps — which are evidence of great media training, really ‘PR 101? — are virtually never done (to my great distress) by other whistleblowers, or by progressive activists involved in breaking news, or by real courageous people who are under stress and getting the word out. They are always done, though, by high-level political surrogates.

b) In the Greenwald video interview, I was concerned about the way Snowden conveys his message. He is not struggling for words, or thinking hard, as even bright, articulate whistleblowers under stress will do. Rather he appears to be transmitting whole paragraphs smoothly, without stumbling. To me this reads as someone who has learned his talking points — again the way that political campaigns train surrogates to transmit talking points.

c) He keeps saying things like, “If you are a journalist and they think you are the transmission point of this info, they will certainly kill you.” Or: “I fully expect to be prosecuted under the Espionage Act.” He also keeps stressing what he will lose: his $200,000 salary, his girlfriend, his house in Hawaii. These are the kinds of messages that the police state would LIKE journalists to take away; a real whistleblower also does not put out potential legal penalties as options, and almost always by this point has a lawyer by his/her side who would PROHIBIT him/her from saying, ‘come get me under the Espionage Act.” Finally in my experience, real whistleblowers are completely focused on their act of public service and trying to manage the jeopardy to themselves and their loved ones; they don’t tend ever to call attention to their own self-sacrifice. That is why they are heroes, among other reasons. But a police state would like us all to think about everything we would lose by standing up against it.

d) It is actually in the Police State’s interest to let everyone know that everything you write or say everywhere is being surveilled, and that awful things happen to people who challenge this. Which is why I am not surprised that now he is on UK no-fly lists – I assume the end of this story is that we will all have a lesson in terrible things that happen to whistleblowers. That could be because he is a real guy who gets in trouble; but it would be as useful to the police state if he is a fake guy who gets in ‘trouble.’

e) In stories that intelligence services are advancing (I would call the prostitutes-with-the-secret-service such a story), there are great sexy or sex-related mediagenic visuals that keep being dropped in, to keep media focus on the issue. That very pretty pole-dancing Facebooking girlfriend who appeared for, well, no reason in the media coverage…and who keeps leaking commentary, so her picture can be recycled in the press…really, she happens to pole-dance? Dan Ellsberg’s wife was and is very beautiful and doubtless a good dancer but somehow she took a statelier role as his news story unfolded…

f) Snowden is in Hong Kong, which has close ties to the UK, which has done the US’s bidding with other famous leakers such as Assange. So really there are MANY other countries that he would be less likely to be handed over from…

g) Media reports said he had vanished at one point to ‘an undisclosed location’ or ‘a safe house.’ Come on. There is no such thing. Unless you are with the one organization that can still get off the surveillance grid, because that org created it.

h) I was at dinner last night to celebrate the brave and heroic Michael Ratner of the Center for Constitutional Rights. Several of Assange’s also brave and talented legal team were there, and I remembered them from when I had met with Assange. These attorneys are present at every moment when Assange meets the press — when I met with him off the record last Fall in the Ecuadoran embassy, his counsel was present the whole time, listening and stepping in when necessary.

Seeing these diligent attentive free-speech attorneys for another whisleblower reinforced my growing anxiety: WHERE IS SNOWDEN’S LAWYER as the world’s media meet with him? A whistleblower talking to media has his/her counsel advising him/her at all times, if not actually being present at the interview, because anything he/she says can affect the legal danger the whistleblower may be in . It is very, very odd to me that a lawyer has not appeared, to my knowledge, to stand at Snowden’s side and keep him from further jeopardy in interviews.

Again I hate to cast any skepticism on what seems to be a great story of a brave spy coming in from the cold in the service of American freedom. And I would never raise such questions in public if I had not been told by a very senior official in the intelligence world that indeed, there are some news stories that they create and drive — even in America (where propagandizing Americans is now legal). But do consider that in Eastern Germany, for instance, it was the fear of a machine of surveillance that people believed watched them at all times — rather than the machine itself — that drove compliance and passivity. From the standpoint of the police state and its interests — why have a giant Big Brother apparatus spying on us at all times — unless we know about it?

Naomi