quarta-feira, 8 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Kill the Messenger
Obviamente que, sendo este um filme feito por Hollywood, é uma clara tentativa de fazer uma "gestão dos danos", em que se tenta fazer uma denúncia que se sobreponha às outras, na qual se minimizam as verdades denunciadas. (Tal como é, claramente, o caso de um outro filme, para o qual chamei eu aqui a atenção.)
E, certamente que, do final da história que é contada neste filme, deverá ser omitida a verdade sobre o que aconteceu a este verdadeiro jornalista. (Pois, pouca gente, que conhece a história de Gary Webb, acredita que ele se tenha "suicidado" com dois tiros de caçadeira na cabeça.)
Também, uma coisa que certamente não será dita neste filme, é que este autor estava a terminar a escrita de um novo livro - que poderia vir a ser a sua magnum opus - sobre o mesmo assunto, antes de ter aparecido morto.
Assim como, a julgar pelo seguinte trecho de promoção, a história que é retratada neste filme deverá ser contada de modo a tentar passar uma mensagem pessimista, de que "não vale a pena uma pessoa meter-se neste tipo de assuntos" - tal como é o caso óbvio de um outro conhecido filme de Hollywood, para o qual também eu aqui chamei a atenção (e tal como é o caso das várias obras do "ex-"agente do MI6, John le Carré).
Ainda assim, tal como é dito nesta breve análise, pode ser que, com isto, algumas pessoas fiquem a saber um pouco sobre a história deste grande autor - corajoso, como muito poucos - e que façam tais pessoas uma pesquisa própria na Internet, onde descubram mais verdades.
E, certamente que, do final da história que é contada neste filme, deverá ser omitida a verdade sobre o que aconteceu a este verdadeiro jornalista. (Pois, pouca gente, que conhece a história de Gary Webb, acredita que ele se tenha "suicidado" com dois tiros de caçadeira na cabeça.)
Também, uma coisa que certamente não será dita neste filme, é que este autor estava a terminar a escrita de um novo livro - que poderia vir a ser a sua magnum opus - sobre o mesmo assunto, antes de ter aparecido morto.
Assim como, a julgar pelo seguinte trecho de promoção, a história que é retratada neste filme deverá ser contada de modo a tentar passar uma mensagem pessimista, de que "não vale a pena uma pessoa meter-se neste tipo de assuntos" - tal como é o caso óbvio de um outro conhecido filme de Hollywood, para o qual também eu aqui chamei a atenção (e tal como é o caso das várias obras do "ex-"agente do MI6, John le Carré).
Ainda assim, tal como é dito nesta breve análise, pode ser que, com isto, algumas pessoas fiquem a saber um pouco sobre a história deste grande autor - corajoso, como muito poucos - e que façam tais pessoas uma pesquisa própria na Internet, onde descubram mais verdades.
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sábado, 4 de outubro de 2014
Mais do Movimento LaRouche, sobre a próxima eleição brasileira
Eleição Brasileira, Uma Batalha pelos BRICS ou Sistema Transatlântico
24 de Setembro (LPAC) - A eleição presidencial de Outubro do Brasil irá decidir se o Brasil continua a desempenhar um papel em criar a nova ordem mundial com o resto das nações dos BRICS, ou se irá saltar de volta para o Titanic transatlântico, justamente na altura em que este se afunda. Dois candidatos, Marina Silva e Aécio Neves, insistem que o Brasil se deve afundar com o sistema transatlântico e estão determinados em derrotar a candidatura de reeleição da Presidente Dilma Rousseff, por estar ela empenhada em que o Brasil se desenvolva como parte da dinâmica BRICS. A Monarquia Britânica e a Cidade de Londres estão a apoiar Marina como a sua melhor aposta para tirar o Brasil dos BRICS e da explosão de desenvolvimento sul-americano associado em marcha.
"O Estados Unidos de Obama terá muita afinidade com o Brasil de Marina Silva", disse ao serviço de notícias EFE Maurício Rands, co-coordenador da plataforma de Marina conjuntamente com a multimilionária "Neca" Setúbal, a 19 de Setembro, apelando ao Brasil para se realinhar com os EUA de Obama. O programa de Marina pretende assinar acordos de livre-comércio à custa do bloco MERCOSUL na América do Sul, criticando especificamente a Argentina neste aspecto; relega os BRICS a uma linha, desvalorizando-os como um grupo "heterogéneo" que tem mais diferenças do que concordâncias; e ataca as relações de comércio do Brasil com a China. O antigo Presidente Fernando Henrique Cardoso, que tem sido controlado por George Soros desde a sua presidência dos anos 1990, do mesmo modo assegurou a Andrés Oppenheimer do Miami Herald a 17 de Setembro, que Marina iria acabar com a "cumplicidade do governo brasileiro com os delitos da Argentina" [sic] e focar-se em "inserir o Brasil" em negócios de comércio livre com o Ocidente.
A Presidente Dilma, que destacou o seu firme empenhamento nos BRICS e na integração sul-americana numa entrevista publicada pelo Pravda.ru a a 22 de Setembro, teve como alvo esta semana o sistema bancário imperial dentro do Brasil através do qual a Monarquia Britânica há muito que tem deixado o país estropiado através de taxas de juro usurárias que alimentaram o carry trade internacional que pilhou o Brasil.
Marina pretende dar aos "banqueiros" os poderes de decisão da Presidente e do Congresso Nacional sobre assuntos que têm um efeito directo "sobre a sua vida e de sua família", tais como "os juros que você paga, seu emprego, preços e até salários", ripostou a Presidente numa animada entrevista ao programa Bom Dia Brasil da TV Globo emitida a 22 de Setembro. Os seus anfitriões horrorizados da Globo acusaram-na de "colocar medo nas pessoas"; A TV Globo, afinal de contas, é propriedade de três multimilionários da família Marinho que estão no centro das operações da WWF do Príncipe Filipe no Brasil.
A Presidente Dilma respondeu apontando para o programa eleitoral de Marina, que promete tornar o Banco Central independente do governo. Isso iria tornar esse banco num "quarto poder" do governo, ripostou Dilma, acrescentando que Marina também promete reduzir o papel dos bancos públicos. Londres está furiosa que o Brasil tenha recusado privatizar os seus grandes bancos públicos, os quais, apesar da sua liderança cautelosa, têm proporcionado algum crédito nacional a taxas de juro mais baixas à economia doméstica.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Nazis na CIA
Excelente documentário, com informação inédita, sobre como os nazis recrutados pelos EUA, no final da Segunda Guerra Mundial - e também alguns fascistas italianos - foram usados pela CIA, na assistência que esta deu aos regimes ditatoriais sul-americanos - inclusivamente, em campos de tortura, onde eram experimentadas novas armas biológicas em prisioneiros políticos.
O documentário tem sido exibido pelo canal Odisseia. E, irá passar outra vez, nos próximos dias 21 e 22 deste mês.
O documentário tem sido exibido pelo canal Odisseia. E, irá passar outra vez, nos próximos dias 21 e 22 deste mês.
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
Voluntários antifascistas espanhóis que lutam no leste da Ucrânia
(Apenas um de vários grupos de voluntários estrangeiros, constituídos por pessoas oriundas de toda a Europa - nos quais se incluem, obviamente, russos que querem defender o seu próprio povo - e que têm tido um papel determinante nas acções vitoriosas dos milicianos.)
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domingo, 28 de setembro de 2014
Programa "The Truthseeker" da RT quase que desapareceu da rede
Aquele que era o programa mais "sem papas na língua" da RT na sua versão em língua inglesa simplesmente desapareceu - (1) quer do sítio oficial da RT, (2) quer do seu canal oficial no YouTube (que, agora, já não me recordo se era o canal oficial da RT, ou se era um canal próprio que este programa tinha, à semelhança de outros programas emitidos por esta estação de televisão).
E, os vídeos de tal programa só podem agora ser encontrados nos canais de outras pessoas no YouTube, que publicaram cópias dos mesmos, ou então (alguns deles) num outro canal oficial que tem a RT, no sítio francês Dailymotion.com.
O que é mesmo muito estranho - e, ainda mais, quando se tratava este, claramente, do mais "incómodo" programa que a RT emitia.
Ora, sabendo o que ficamos a saber, depois de ver o vídeo correspondente à minha anterior colocação... Surgem, naturalmente, algumas perguntas:
E, sobre este programa, em particular...
A quem nunca o viu, posso dizer que era, simplesmente, um dos melhores que este canal emitia - na sua versão em língua inglesa - no aspecto em que, era um dos programas que mais importantes e mais "sensíveis" informações revelava. E, posso também dizer que, por não ser este um blogue feito com o intuito de estar constantemente a republicar coisas oriundas das fontes que já recomendo, é que não fiz eu referência a mais do que duas edições deste programa. (Pois, todas as que pude ver, eram simplesmente excelentes.)
Mas/e, já que foram então apenas duas edições que eu aqui referi, anteriormente (uma que aqui embebi, numa colocação, e outra para a qual apenas deixei uma hiperligação) aqui vão (já agora e para quem não as tenha visto, na altura) essas mesmas duas edições, outra vez - que fui buscar ao canal oficial da RT no sítio Dailymotion.com e ao canal de uma outra pessoa no YouTube - para que fiquem todos a saber o quão revelador, como eu disse, este programa era.
E, os vídeos de tal programa só podem agora ser encontrados nos canais de outras pessoas no YouTube, que publicaram cópias dos mesmos, ou então (alguns deles) num outro canal oficial que tem a RT, no sítio francês Dailymotion.com.
- Se procurarem no arquivo de programas antigos da página oficial da RT, não irão ver nenhuma referência a este programa. (E isto, apesar de vários - e acho, até, que todos os outros(?) - programas, que também já não são emitidos por esta estação - e vários deles de qualidade claramente inferior a este - estarem lá todos arquivados.) E, se experimentarem fazer uma pesquisa por "truthseeker" na página da RT e clicarem nas hiperligações correspondentes às subpáginas onde está tal programa arquivado, são antes simplesmente enviados para a página inicial desta estação de televisão.
- Se clicarem em duas hiperligações diferentes, para dois vídeos de edições deste programa, que eu tinha referido neste meu blogue - [1] [2] - aparece agora um aviso de que tais vídeos são "privados" (o que já era o caso para um deles, sobre o 11 de Setembro, mas em que, ainda assim, quem tivesse a hiperligação correspondente conseguia ver tal vídeo, sem problemas). E, mesmo que uma pessoa entre na sua conta no YouTube (tal como exigem outros vídeos mais restritos, para poderem ser vistos) ainda assim, não é permitido a um utilizador comum ver tais vídeos.
O que é mesmo muito estranho - e, ainda mais, quando se tratava este, claramente, do mais "incómodo" programa que a RT emitia.
Ora, sabendo o que ficamos a saber, depois de ver o vídeo correspondente à minha anterior colocação... Surgem, naturalmente, algumas perguntas:
- Terá sido isto o resultado de pressão, nos bastidores, por parte de agentes exteriores a este canal de televisão?
- Terá sido este um caso de autocensura, por parte da RT, para não se "esticar" demasiado (tal como, aparentemente, foi o caso com o vídeo da edição deste programa relativa ao aniversário dos ataques de 11 de Setembro - que não aparecia em resultados do motor de busca do YouTube e que, só quem tinha a hiperligação para o mesmo, podia ver tal vídeo "privado")?
E, sobre este programa, em particular...
A quem nunca o viu, posso dizer que era, simplesmente, um dos melhores que este canal emitia - na sua versão em língua inglesa - no aspecto em que, era um dos programas que mais importantes e mais "sensíveis" informações revelava. E, posso também dizer que, por não ser este um blogue feito com o intuito de estar constantemente a republicar coisas oriundas das fontes que já recomendo, é que não fiz eu referência a mais do que duas edições deste programa. (Pois, todas as que pude ver, eram simplesmente excelentes.)
Mas/e, já que foram então apenas duas edições que eu aqui referi, anteriormente (uma que aqui embebi, numa colocação, e outra para a qual apenas deixei uma hiperligação) aqui vão (já agora e para quem não as tenha visto, na altura) essas mesmas duas edições, outra vez - que fui buscar ao canal oficial da RT no sítio Dailymotion.com e ao canal de uma outra pessoa no YouTube - para que fiquem todos a saber o quão revelador, como eu disse, este programa era.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Não vos disse eu que Abby Martin está "infiltrada" na RT?
(Agora que uma intervenção militar russa no sudeste da Ucrânia parece estar definitivamente afastada, aqui vai uma colocação que queria eu ter feito logo após tudo isto ter acontecido, mas que, por terem entretanto surgido outras coisas mais importantes, só agora é feita.)
Depois de, tal como eu chamei anteriormente a atenção para (numa colocação e num respectivo comentário que a ela deixei, nos quais os mais atentos saberão ler as "entrelinhas") ter andado esta pseudojornalista a fazer o seu trabalho de, entre outras coisas, fazer as críticas mais inócuas possíveis e também (para isto não chamei a atenção, na altura, mas aproveito para o referir agora) ter andado esta personagem a fazer o muito útil trabalho de chamar constantemente a atenção dos seus telespectadores para as muitas falsas organizações alternativas que o sistema monta, para desviar a atenção dos seus contestatários das que realmente o prejudicam, eis que deixou a personagem Abby Martin, finalmente, cair a sua máscara de uma maneira que já muitas pessoas deverão começar a ver esta pessoa pelo que ela verdadeiramente é.
Tentando (e muito mal, na minha opinião) atirar areia para os olhos dos seus telespectadores, dizendo que, como jornalista que é, pouco sabe sobre a Crimeia e a Ucrânia (e isto, apesar do canal para o qual trabalha ter repetidamente chamado a atenção para a história do primeiro território)...
Eis que, Abby Martin decide fazer uma declaração (que, inteligentemente, não colocou no guião, para que não soubessem as outras pessoas na sua estação antecipadamente o que iria ela dizer) num canal de notícias russo, de que, enviar tropas russas para proteger populações etnicamente russas é um crime horrendo, que lhe faz querer dizer algo que (diz ela) vem do "coração" (que nos quer ela convencer que tem)...
E, eu nem vou, nesta colocação, dizer muito mais sobre isto...
Apenas, irei acrescentar que, a maneira como primeiramente topei qual era a verdadeira natureza desta jornalista, nem foi pelas coisas que ela dizia. Mas, através de algo que aqui já tenho referido anteriormente - e que é, definitivamente, sempre a melhor maneira de avaliar alguém - que é a chamada "linguagem corporal". E, talvez um dia eu arranje paciência para elaborar mais sobre esta questão, de como se podem avaliar as pessoas através da mesma.
(A título de curiosidade, reparem só no constante piscar de olhos deste outro elemento do sexo feminino, quando fala também sobre a questão da Ucrânia.)
Mas, como isto é algo que, no meu caso, funciona muito de modo instintivo (e que foi claramente herdado de um dos lados da minha família) não sei até que ponto é que valerá a penar elaborar muito sobre isto...
Pois, quem não tenha naturalmente esta capacidade (o que, a avaliar pela quantidade de pessoas que votam nos políticos que mostram a sua cara na televisão, deverá ser uma esmagadora maioria da população) dificilmente deverá ser capaz de compreender tais explicações - que, como eu digo, no meu caso pessoal, funcionam muito a nível instintivo...
Mas, posso um dia, de qualquer modo, tentar fazer uma muito breve explicação.
De qualquer forma (e, por enquanto) para quem quiser tentar ver o de que estou eu a falar, no caso desta jornalista, em particular, a filmagem que vi da mesma, em que melhor topei a sua verdadeira natureza, foi a correspondente a esta conversa com um conhecido activista estadunidense - em que (e isto só deverá fazer sentido para muito poucos) através das suas expressões faciais, se nota, repetidamente, que tenta tal jornalista disfarçar um forte sentimento de antagonismo que, supostamente, não deveria existir entre pessoas que supostamente têm os mesmos ideais e objectivos. (Mas, que cada um veja o que for capaz de ver nesse filme...)
E, dito isto, passemos então ao que interessa...
Aqui vai, então, a declaração desta jornalista, que, só pela suposta lógica da mesma (de, como eu disse, tentar mandar areia para os olhos dos telespectadores, dizendo que, como jornalista que é, muito pouco sabe, ou quer saber, sobre a situação na Ucrânia e de tentar também, de um modo absurdo e ridículo, desvalorizar toda a história que está por trás do que se passa) - pelo menos, para mim - denuncia as reais intenções com que se juntou tal pessoa a este canal de televisão russo.
E, sobre a muito forte suspeita (se lhe quiserem assim chamar, mas que é uma certeza, da minha parte) que estou eu a levantar...
Quem duvidar que os diferentes média são, de facto, constantemente infiltrados por agentes do poder estabelecido ocidental, pode espreitar esta colocação recente, feita no blogue do meu amigo Dr. Octopus, e espreitar também os comentários - [1] [2] - que eu deixei à mesma.
Reparem em como foi esta personagem alegremente dizer, para a imprensa ocidental, que este canal estatal russo "não é diferente" da imprensa corporativa estadunidense, em termos de propaganda - quando, toda a gente bem informada e honesta (como, supostamente, é o caso de Abby Martin) sabe muito bem que a RT, ao contrário da imprensa controlada ocidental, não mente.
Quem pensar que sou eu o único a dizer isto sobre esta jornalista, oiça o que tem o conhecido autor Webster Tarpley agora a dizer sobre esta personagem.
E, notem também um aspecto muito importante, que foi o facto de que a RT, mantendo o seu muito "alto nível" e mantendo-se fiel aos seus princípios, não inventou uma qualquer desculpa, depois deste episódio, para despedir ou impedir a actividade desta jornalista (como, constantemente, faz a imprensa ocidental, quando surgem conflitos entre jornalistas e editores).
E, ainda dentro deste tipo de assuntos...
Também de interesse assinalar, foi uma resignação recente que ocorreu na RT.
Esta, causada por um episódio indecente, que ocorreu perante as câmaras (para dar mais impacto) e em directo (para que não fosse a pessoa em causa impedida de proporcionar tal espectáculo) - que foi o caso da jornalista Liz Wahl (que pareceu até querer tentar fingir que, só ao fim de uns anos é que percebeu que o "R", em "RT", quer dizer "Rússia" - e que tal canal pertence ao governo russo).
A qual, não só, na própria declaração - em que criticava, sem quaisquer argumentos, a suposta política editorial da RT - afirmou (1) ser casada com alguém que trabalha para as nada imperialistas forças armadas norte-americanas e (2) ser também filha de um veterano de guerra - que, a julgar pela idade desta jornalista, não deverá ser da Segunda Guerra Mundial (e, portanto, antes de alguma(s) das muitas guerras de agressão, injustificadas e imperialistas, em que os EUA, desde então, estiveram envolvidos) - como disse também, numa entrevista logo posterior, (3) que estava disponível para ir trabalhar para a CNN.
Depois de, tal como eu chamei anteriormente a atenção para (numa colocação e num respectivo comentário que a ela deixei, nos quais os mais atentos saberão ler as "entrelinhas") ter andado esta pseudojornalista a fazer o seu trabalho de, entre outras coisas, fazer as críticas mais inócuas possíveis e também (para isto não chamei a atenção, na altura, mas aproveito para o referir agora) ter andado esta personagem a fazer o muito útil trabalho de chamar constantemente a atenção dos seus telespectadores para as muitas falsas organizações alternativas que o sistema monta, para desviar a atenção dos seus contestatários das que realmente o prejudicam, eis que deixou a personagem Abby Martin, finalmente, cair a sua máscara de uma maneira que já muitas pessoas deverão começar a ver esta pessoa pelo que ela verdadeiramente é.
Tentando (e muito mal, na minha opinião) atirar areia para os olhos dos seus telespectadores, dizendo que, como jornalista que é, pouco sabe sobre a Crimeia e a Ucrânia (e isto, apesar do canal para o qual trabalha ter repetidamente chamado a atenção para a história do primeiro território)...
Eis que, Abby Martin decide fazer uma declaração (que, inteligentemente, não colocou no guião, para que não soubessem as outras pessoas na sua estação antecipadamente o que iria ela dizer) num canal de notícias russo, de que, enviar tropas russas para proteger populações etnicamente russas é um crime horrendo, que lhe faz querer dizer algo que (diz ela) vem do "coração" (que nos quer ela convencer que tem)...
E, eu nem vou, nesta colocação, dizer muito mais sobre isto...
Apenas, irei acrescentar que, a maneira como primeiramente topei qual era a verdadeira natureza desta jornalista, nem foi pelas coisas que ela dizia. Mas, através de algo que aqui já tenho referido anteriormente - e que é, definitivamente, sempre a melhor maneira de avaliar alguém - que é a chamada "linguagem corporal". E, talvez um dia eu arranje paciência para elaborar mais sobre esta questão, de como se podem avaliar as pessoas através da mesma.
(A título de curiosidade, reparem só no constante piscar de olhos deste outro elemento do sexo feminino, quando fala também sobre a questão da Ucrânia.)
Mas, como isto é algo que, no meu caso, funciona muito de modo instintivo (e que foi claramente herdado de um dos lados da minha família) não sei até que ponto é que valerá a penar elaborar muito sobre isto...
Pois, quem não tenha naturalmente esta capacidade (o que, a avaliar pela quantidade de pessoas que votam nos políticos que mostram a sua cara na televisão, deverá ser uma esmagadora maioria da população) dificilmente deverá ser capaz de compreender tais explicações - que, como eu digo, no meu caso pessoal, funcionam muito a nível instintivo...
Mas, posso um dia, de qualquer modo, tentar fazer uma muito breve explicação.
De qualquer forma (e, por enquanto) para quem quiser tentar ver o de que estou eu a falar, no caso desta jornalista, em particular, a filmagem que vi da mesma, em que melhor topei a sua verdadeira natureza, foi a correspondente a esta conversa com um conhecido activista estadunidense - em que (e isto só deverá fazer sentido para muito poucos) através das suas expressões faciais, se nota, repetidamente, que tenta tal jornalista disfarçar um forte sentimento de antagonismo que, supostamente, não deveria existir entre pessoas que supostamente têm os mesmos ideais e objectivos. (Mas, que cada um veja o que for capaz de ver nesse filme...)
E, dito isto, passemos então ao que interessa...
Aqui vai, então, a declaração desta jornalista, que, só pela suposta lógica da mesma (de, como eu disse, tentar mandar areia para os olhos dos telespectadores, dizendo que, como jornalista que é, muito pouco sabe, ou quer saber, sobre a situação na Ucrânia e de tentar também, de um modo absurdo e ridículo, desvalorizar toda a história que está por trás do que se passa) - pelo menos, para mim - denuncia as reais intenções com que se juntou tal pessoa a este canal de televisão russo.
E, sobre a muito forte suspeita (se lhe quiserem assim chamar, mas que é uma certeza, da minha parte) que estou eu a levantar...
Quem duvidar que os diferentes média são, de facto, constantemente infiltrados por agentes do poder estabelecido ocidental, pode espreitar esta colocação recente, feita no blogue do meu amigo Dr. Octopus, e espreitar também os comentários - [1] [2] - que eu deixei à mesma.
Reparem em como foi esta personagem alegremente dizer, para a imprensa ocidental, que este canal estatal russo "não é diferente" da imprensa corporativa estadunidense, em termos de propaganda - quando, toda a gente bem informada e honesta (como, supostamente, é o caso de Abby Martin) sabe muito bem que a RT, ao contrário da imprensa controlada ocidental, não mente.
Quem pensar que sou eu o único a dizer isto sobre esta jornalista, oiça o que tem o conhecido autor Webster Tarpley agora a dizer sobre esta personagem.
E, notem também um aspecto muito importante, que foi o facto de que a RT, mantendo o seu muito "alto nível" e mantendo-se fiel aos seus princípios, não inventou uma qualquer desculpa, depois deste episódio, para despedir ou impedir a actividade desta jornalista (como, constantemente, faz a imprensa ocidental, quando surgem conflitos entre jornalistas e editores).
E, ainda dentro deste tipo de assuntos...
Também de interesse assinalar, foi uma resignação recente que ocorreu na RT.
Esta, causada por um episódio indecente, que ocorreu perante as câmaras (para dar mais impacto) e em directo (para que não fosse a pessoa em causa impedida de proporcionar tal espectáculo) - que foi o caso da jornalista Liz Wahl (que pareceu até querer tentar fingir que, só ao fim de uns anos é que percebeu que o "R", em "RT", quer dizer "Rússia" - e que tal canal pertence ao governo russo).
A qual, não só, na própria declaração - em que criticava, sem quaisquer argumentos, a suposta política editorial da RT - afirmou (1) ser casada com alguém que trabalha para as nada imperialistas forças armadas norte-americanas e (2) ser também filha de um veterano de guerra - que, a julgar pela idade desta jornalista, não deverá ser da Segunda Guerra Mundial (e, portanto, antes de alguma(s) das muitas guerras de agressão, injustificadas e imperialistas, em que os EUA, desde então, estiveram envolvidos) - como disse também, numa entrevista logo posterior, (3) que estava disponível para ir trabalhar para a CNN.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Esta é a vossa televisão
Dois episódios de que me recordo, de quando eu era um adolescente, nos anos 90, no tempo em que ainda (por não ter Internet) via televisão, incluindo a SIC.
Primeiro episódio
Estou com um familiar, na sala, a ver este lixo de canal televisivo à noite, quando chega a altura de uma edição da noite do telejornal desta estação (ou interrompem a normal emissão de mesma) e começam a noticiar que ocorreu mais um episódio de deslizamento de terras, numa obra de construção, em Lisboa, que deixou vários trabalhadores soterrados.
A SIC (sempre em busca de ter as maiores audiências) soube cedo do ocorrido e já tem uma equipa no local, a filmar os esforços de resgate, em directo.
O repórter vai contando a história do que ocorreu e, como é habitual, o operador de câmara vai, ao mesmo tempo, desviando o alvo da filmagem do repórter, para filmar antes o local do sucedido.
O acidente ocorreu, claramente, há pouco tempo. Pois, a equipa de resgate ainda está no meio do local exacto do acidente, a tentar desenterrar quem ficou debaixo do monte de terra.
E, vai o operador de câmara filmando os esforços de resgate, quando a equipa responsável pelo mesmo localiza um dos trabalhadores que ficou soterrado.
Começa então a equipa de resgate a tentar logo desenterrar o trabalhador, apesar de este estar já, quase certamente, morto. Mas, por ter este trabalhador ainda uma boa porção de terra em cima, vai tentando a equipa (e não conseguindo, logo) puxar o corpo do homem, pelo braço que está de fora do monte de terra.
Repetem-se os esforços e o operador de câmara da SIC não está com meias medidas...
Começa a fazer zoom sobre a macabra cena dos homens da equipa de resgate que, repetidamente, dão vários "puxões" no braço que está de fora, do trabalhador soterrado que foi encontrado.
Zoom esse, de bem perto, em que muito pouco mais se vê, para além dos repetidos puxares do braço, do trabalhador já morto, por parte da equipa de resgate.
A cena que descrevo, creio que só vendo é que se poderia ter noção do quão revoltante era, que estivesse a ser filmada - e daquele modo (com um zoom macabro, claramente para tentar mostrar ao máximo o que se estava a passar e a fazer lembrar um qualquer filme pornográfico).
Ainda eu um adolescente e ainda numa idade um bocado parva, ainda assim, foi esta uma cena que, na altura, me chocou e revoltou - e também à pessoa que comigo assistia a tal cena, em casa.
Resultado... Levanta-se a pessoa que me acompanhava, para se dirigir ao telefone, e acaba esta por ligar para tal estação de televisão, a protestar pelo que estavam a transmitir - enquanto foi tal telefonema antecedido e sucedido por repetidas expressões de nojo e de revolta, por parte de mim e da pessoa que fez tal telefonema.
No dia seguinte, menciona tal canal de televisão que tinha recebido uma série de telefonemas de protesto por causa deste directo e faz também um (sincero ou não) pedido de desculpas pelo sucedido.
Uns anos depois, reencontro-me e volto-me a dar com um amigo, com o qual tinha perdido o contacto durante uns anos. E, numa das várias conversas que temos, calhou ficar eu a saber que também ele, naquela noite, tinha assistido a tal cena.
Mais do que isso, fico a saber que também ele, na altura ainda mais parvo do que eu na idade típica de o ser, tinha ficado revoltado com o que tinha visto, ao ponto de também ele telefonar para a estação de televisão.
Conta-me ele que, quando para lá telefonou, o que disse foi: "Esta m**da que vocês estão a fazer é sádica!..."
Reacção por parte de quem atendeu o telefonema... Tapa a parte do telefone dele de onde se emite a voz, com algo que não foi claramente suficiente para abafar todos os sons em redor, e pode o meu amigo ouvir a pessoa que o atendeu a gritar, entusiasmada, para quem o rodeia:
"Epá! 'Tá aqui um gajo a dizer que esta m**da é sádica!..."
Ao ouvir tal coisa, desliga o meu amigo simplesmente o telefone, sem vontade de continuar o seu telefonema.
Segundo episódio
Não sei se antes ou depois deste ocorrido, enquanto vejo na sala várias edições de um ou vários programas quaisquer, que na altura passavam nesta estação, deparo-me nos intervalos dos mesmos com o repetido anúncio de um documentário sobre a Guerra Colonial, que a SIC iria exibir daí a cerca de 3 semanas.
Na apresentação de tal documentário, falam sobre um estranho episódio ocorrido entre uma chefia e suas tropas subordinadas portuguesas, envolvidas na guerra, por causa de uma retirada que não reunia o consenso de todos os envolvidos, nomeando uma conhecida figura militar do PREC como o responsável pela chefia das tropas em tal episódio. Até aqui tudo bem.
Repete-se o mesmo anúncio nos dias seguintes e, cerca de uma semana depois, volta a aparecer a mesma promoção, a falar sobre o mesmo episódio, mas com uma história diferente.
Afinal, não tinha sido a figura militar muito conhecida quem quis impedir tais tropas de retirar. Quem estava por trás das ordens que contrariavam a vontade e as acções dos subordinados era, nem mais nem menos, do que o meu padrinho - oficial militar de alta patente, que também tinha participado na Guerra Colonial.
Aviso o meu pai (também oficial militar) disto e, por sua vez, avisa o meu pai o meu padrinho - que, certamente, terá sido também avisado por outros.
Passa então a promoção de tal documentário a contar uma história diferente. E, não sei se para tentar suplantar, ou não, o que tinha sido anteriormente dito, passa tal promoção a aparecer mais vezes, nos intervalos dos vários programas, com o nome do meu padrinho a ser constantemente mencionado.
Ou seja, o episódio era o mesmo que tinha sido descrito nas promoções anteriores. Mas agora, o mais importante nome mencionado, que era apresentado como o culpado de tudo, já não era a figura militar muito conhecida. Era o meu padrinho, que (tal como a anterior figura militar conhecida) era também ele um oficial militar de alta patente, que comandava tropas na altura.
(Curioso, como a história que iria ser contada se tinha alterado, a meio da promoção da mesma...)
O que se passou exactamente, ou nunca cheguei a saber, ou já não me lembro de. Mas, a história contada tinha contornos ridículos, no modo como a chefia das tropas supostamente tinha dado ordens contrárias a tal retirada. E, não sei se o facto de alguns subordinados estarem a contar uma história mirabolante daquelas seria mentira consciente, ou o resultado de um "diz que disse", em que, por ter sido tal história retransmitida várias vezes, chegou às pessoas finais já muito mal contada. O que sei, é que o relatar da mesma foi obviamente o resultado de mais um péssimo trabalho de jornalismo, por parte de um ou mais repórteres desta estação de televisão. E que o documentário acabou mesmo por ir para o ar. E, tal como indicado na segunda versão da promoção do mesmo, lá se dizia, em tal documentário, que o meu padrinho tinha dado ordens contrárias à vontade de retirar dos seus subordinados e de um modo ridículo.
Resultado... Já alertado para o mesmo, lá viu o meu padrinho tal documentário quando foi emitido. E, imensamente revoltado com o que tinha visto, deslocou-se aos estúdios da SIC, a exigir o exercício do (previsto na Lei de Imprensa) "direito de resposta" - que têm os média de conceder, a alguém que é acusado de algo por estes. E, na edição da noite do telejornal desta estação, que foi emitida após a exibição deste documentário (que tinha sido exibido em "horário nobre") lá estava o meu padrinho a responder às ridículas calúnias que lhe tinham feito.
Visivelmente transtornado e revoltado com o de que estava a ser vítima, a emoção era tal, que não foi o meu padrinho capaz de contra-argumentar muito bem. Mas, do que dizia, dava para qualquer pessoa perceber que, estava ele veementemente a negar o que afirmava este documentário que tinha ele supostamente feito e que o de que o acusavam era, para além de ridículo, uma impossibilidade prática.
Passo seguinte. Não satisfeito com o mero exercer do "direito de resposta", decide o meu padrinho pôr tal estação de televisão em tribunal. E, não surpreendentemente, ganha o processo.
Mais tarde, aquando de uma das visitas deste a minha casa, fico a saber que tal processo lhe deu direito a uma indemnização. E fico a saber também o mais engraçado, relativo a tal indemnização...
Não me lembro já se tal lhe foi dito pelo advogado que o assistiu em tal processo - e que, por se ter informado bem sobre a situação, soube entretanto disso - ou se tal lhe foi dito posteriormente por alguém que estava bem dentro do assunto - e que possivelmente pertencia aos contactos de "alto nível" que ele tinha. Mas, o que sei, é que isto lhe foi dito por alguém que sabia do que estava a falar. E, que foi o seguinte, relativo ao pagamento da indeminização a que tinha ele direito...
"Se fosse a RTP ou a TVI, pagavam logo. Agora a SIC..."
Também já não me lembro exactamente quanto tempo demorou esta estação de televisão a pagar o que era devido. Mas, do que lembro, ainda demorou uns anos - e confirmou-se, de facto, o que era já sabido.
E, depois desta longa introdução, aqui fica então a razão de ser desta colocação
Deixo-vos com o famoso documentário (do qual, segundo ouvi dizer, a SIC comprou os direitos de transmissão em Portugal, para impedir que este fosse divulgado) "Esta Televisão É Sua".
Exibido primeiramente, em 1997, pela estação de televisão franco-alemã ARTE - e que, após a polémica que surgiu em torno do mesmo, decidiu também a SIC transmitir, ela própria, para tentar dar a impressão de que não havia nada de mal no que nele era mostrado.
Mas, com uma interessante particularidade...
O documentário foi exibido pela SIC por volta das 3 da manhã (hora a que quase toda a gente que trabalhava, na altura, estava já a dormir).
O filme foi antecedido de uma tentativa de gestão dos danos feitos, com uma declaração precedente, feita pelo próprio Pinto Balsemão, em que não foi este capaz de dizer nada que contradissesse o que neste documentário é denunciado. Mas, tal declaração precedente não está incluída nesta gravação que foi feita, do que foi emitido na televisão portuguesa. De qualquer modo, o documentário - que é o que mais e realmente interessa - está lá todo.
Primeiro episódio
Estou com um familiar, na sala, a ver este lixo de canal televisivo à noite, quando chega a altura de uma edição da noite do telejornal desta estação (ou interrompem a normal emissão de mesma) e começam a noticiar que ocorreu mais um episódio de deslizamento de terras, numa obra de construção, em Lisboa, que deixou vários trabalhadores soterrados.
A SIC (sempre em busca de ter as maiores audiências) soube cedo do ocorrido e já tem uma equipa no local, a filmar os esforços de resgate, em directo.
O repórter vai contando a história do que ocorreu e, como é habitual, o operador de câmara vai, ao mesmo tempo, desviando o alvo da filmagem do repórter, para filmar antes o local do sucedido.
O acidente ocorreu, claramente, há pouco tempo. Pois, a equipa de resgate ainda está no meio do local exacto do acidente, a tentar desenterrar quem ficou debaixo do monte de terra.
E, vai o operador de câmara filmando os esforços de resgate, quando a equipa responsável pelo mesmo localiza um dos trabalhadores que ficou soterrado.
Começa então a equipa de resgate a tentar logo desenterrar o trabalhador, apesar de este estar já, quase certamente, morto. Mas, por ter este trabalhador ainda uma boa porção de terra em cima, vai tentando a equipa (e não conseguindo, logo) puxar o corpo do homem, pelo braço que está de fora do monte de terra.
Repetem-se os esforços e o operador de câmara da SIC não está com meias medidas...
Começa a fazer zoom sobre a macabra cena dos homens da equipa de resgate que, repetidamente, dão vários "puxões" no braço que está de fora, do trabalhador soterrado que foi encontrado.
Zoom esse, de bem perto, em que muito pouco mais se vê, para além dos repetidos puxares do braço, do trabalhador já morto, por parte da equipa de resgate.
A cena que descrevo, creio que só vendo é que se poderia ter noção do quão revoltante era, que estivesse a ser filmada - e daquele modo (com um zoom macabro, claramente para tentar mostrar ao máximo o que se estava a passar e a fazer lembrar um qualquer filme pornográfico).
Ainda eu um adolescente e ainda numa idade um bocado parva, ainda assim, foi esta uma cena que, na altura, me chocou e revoltou - e também à pessoa que comigo assistia a tal cena, em casa.
Resultado... Levanta-se a pessoa que me acompanhava, para se dirigir ao telefone, e acaba esta por ligar para tal estação de televisão, a protestar pelo que estavam a transmitir - enquanto foi tal telefonema antecedido e sucedido por repetidas expressões de nojo e de revolta, por parte de mim e da pessoa que fez tal telefonema.
No dia seguinte, menciona tal canal de televisão que tinha recebido uma série de telefonemas de protesto por causa deste directo e faz também um (sincero ou não) pedido de desculpas pelo sucedido.
Uns anos depois, reencontro-me e volto-me a dar com um amigo, com o qual tinha perdido o contacto durante uns anos. E, numa das várias conversas que temos, calhou ficar eu a saber que também ele, naquela noite, tinha assistido a tal cena.
Mais do que isso, fico a saber que também ele, na altura ainda mais parvo do que eu na idade típica de o ser, tinha ficado revoltado com o que tinha visto, ao ponto de também ele telefonar para a estação de televisão.
Conta-me ele que, quando para lá telefonou, o que disse foi: "Esta m**da que vocês estão a fazer é sádica!..."
Reacção por parte de quem atendeu o telefonema... Tapa a parte do telefone dele de onde se emite a voz, com algo que não foi claramente suficiente para abafar todos os sons em redor, e pode o meu amigo ouvir a pessoa que o atendeu a gritar, entusiasmada, para quem o rodeia:
"Epá! 'Tá aqui um gajo a dizer que esta m**da é sádica!..."
Ao ouvir tal coisa, desliga o meu amigo simplesmente o telefone, sem vontade de continuar o seu telefonema.
Segundo episódio
Não sei se antes ou depois deste ocorrido, enquanto vejo na sala várias edições de um ou vários programas quaisquer, que na altura passavam nesta estação, deparo-me nos intervalos dos mesmos com o repetido anúncio de um documentário sobre a Guerra Colonial, que a SIC iria exibir daí a cerca de 3 semanas.
Na apresentação de tal documentário, falam sobre um estranho episódio ocorrido entre uma chefia e suas tropas subordinadas portuguesas, envolvidas na guerra, por causa de uma retirada que não reunia o consenso de todos os envolvidos, nomeando uma conhecida figura militar do PREC como o responsável pela chefia das tropas em tal episódio. Até aqui tudo bem.
Repete-se o mesmo anúncio nos dias seguintes e, cerca de uma semana depois, volta a aparecer a mesma promoção, a falar sobre o mesmo episódio, mas com uma história diferente.
Afinal, não tinha sido a figura militar muito conhecida quem quis impedir tais tropas de retirar. Quem estava por trás das ordens que contrariavam a vontade e as acções dos subordinados era, nem mais nem menos, do que o meu padrinho - oficial militar de alta patente, que também tinha participado na Guerra Colonial.
Aviso o meu pai (também oficial militar) disto e, por sua vez, avisa o meu pai o meu padrinho - que, certamente, terá sido também avisado por outros.
Passa então a promoção de tal documentário a contar uma história diferente. E, não sei se para tentar suplantar, ou não, o que tinha sido anteriormente dito, passa tal promoção a aparecer mais vezes, nos intervalos dos vários programas, com o nome do meu padrinho a ser constantemente mencionado.
Ou seja, o episódio era o mesmo que tinha sido descrito nas promoções anteriores. Mas agora, o mais importante nome mencionado, que era apresentado como o culpado de tudo, já não era a figura militar muito conhecida. Era o meu padrinho, que (tal como a anterior figura militar conhecida) era também ele um oficial militar de alta patente, que comandava tropas na altura.
(Curioso, como a história que iria ser contada se tinha alterado, a meio da promoção da mesma...)
O que se passou exactamente, ou nunca cheguei a saber, ou já não me lembro de. Mas, a história contada tinha contornos ridículos, no modo como a chefia das tropas supostamente tinha dado ordens contrárias a tal retirada. E, não sei se o facto de alguns subordinados estarem a contar uma história mirabolante daquelas seria mentira consciente, ou o resultado de um "diz que disse", em que, por ter sido tal história retransmitida várias vezes, chegou às pessoas finais já muito mal contada. O que sei, é que o relatar da mesma foi obviamente o resultado de mais um péssimo trabalho de jornalismo, por parte de um ou mais repórteres desta estação de televisão. E que o documentário acabou mesmo por ir para o ar. E, tal como indicado na segunda versão da promoção do mesmo, lá se dizia, em tal documentário, que o meu padrinho tinha dado ordens contrárias à vontade de retirar dos seus subordinados e de um modo ridículo.
Resultado... Já alertado para o mesmo, lá viu o meu padrinho tal documentário quando foi emitido. E, imensamente revoltado com o que tinha visto, deslocou-se aos estúdios da SIC, a exigir o exercício do (previsto na Lei de Imprensa) "direito de resposta" - que têm os média de conceder, a alguém que é acusado de algo por estes. E, na edição da noite do telejornal desta estação, que foi emitida após a exibição deste documentário (que tinha sido exibido em "horário nobre") lá estava o meu padrinho a responder às ridículas calúnias que lhe tinham feito.
Visivelmente transtornado e revoltado com o de que estava a ser vítima, a emoção era tal, que não foi o meu padrinho capaz de contra-argumentar muito bem. Mas, do que dizia, dava para qualquer pessoa perceber que, estava ele veementemente a negar o que afirmava este documentário que tinha ele supostamente feito e que o de que o acusavam era, para além de ridículo, uma impossibilidade prática.
Passo seguinte. Não satisfeito com o mero exercer do "direito de resposta", decide o meu padrinho pôr tal estação de televisão em tribunal. E, não surpreendentemente, ganha o processo.
Mais tarde, aquando de uma das visitas deste a minha casa, fico a saber que tal processo lhe deu direito a uma indemnização. E fico a saber também o mais engraçado, relativo a tal indemnização...
Não me lembro já se tal lhe foi dito pelo advogado que o assistiu em tal processo - e que, por se ter informado bem sobre a situação, soube entretanto disso - ou se tal lhe foi dito posteriormente por alguém que estava bem dentro do assunto - e que possivelmente pertencia aos contactos de "alto nível" que ele tinha. Mas, o que sei, é que isto lhe foi dito por alguém que sabia do que estava a falar. E, que foi o seguinte, relativo ao pagamento da indeminização a que tinha ele direito...
"Se fosse a RTP ou a TVI, pagavam logo. Agora a SIC..."
Também já não me lembro exactamente quanto tempo demorou esta estação de televisão a pagar o que era devido. Mas, do que lembro, ainda demorou uns anos - e confirmou-se, de facto, o que era já sabido.
E, depois desta longa introdução, aqui fica então a razão de ser desta colocação
Deixo-vos com o famoso documentário (do qual, segundo ouvi dizer, a SIC comprou os direitos de transmissão em Portugal, para impedir que este fosse divulgado) "Esta Televisão É Sua".
Exibido primeiramente, em 1997, pela estação de televisão franco-alemã ARTE - e que, após a polémica que surgiu em torno do mesmo, decidiu também a SIC transmitir, ela própria, para tentar dar a impressão de que não havia nada de mal no que nele era mostrado.
Mas, com uma interessante particularidade...
O documentário foi exibido pela SIC por volta das 3 da manhã (hora a que quase toda a gente que trabalhava, na altura, estava já a dormir).
O filme foi antecedido de uma tentativa de gestão dos danos feitos, com uma declaração precedente, feita pelo próprio Pinto Balsemão, em que não foi este capaz de dizer nada que contradissesse o que neste documentário é denunciado. Mas, tal declaração precedente não está incluída nesta gravação que foi feita, do que foi emitido na televisão portuguesa. De qualquer modo, o documentário - que é o que mais e realmente interessa - está lá todo.
Minhas senhoras e meus senhores: "Esta Televisão É Sua"
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sábado, 20 de setembro de 2014
O que é um "troll"?
![]() |
| "Não é nada assim como dizem! (Ou, se é, então mudemos já de assunto...)" |
E, assim sendo, segue-se então um breve resumo, que publiquei como comentário há uns tempos, num outro blogue.
Ao qual aproveito para acrescentar que - para quem não quiser, tal como eu sugiro no final do comentário, colocar alguma espécie de "filtro" para os comentários na sua publicação - a melhor maneira de lidar com este tipo de criaturas, é simplesmente ignorá-las... Pois, se "morderem o isco", respondendo às mesmas, isso só faz com que elas se agarrem ainda mais à pessoa que têm como alvo e faz com que, muitas das vezes, se cumpra o objectivo de desviar a atenção do assunto original que estava a ser debatido...
A Internet está cheia de "trolls", ao serviço do poder estabelecido, cuja missão é andar em tudo o que são sítios na Internet, onde ocorrem discussões sobre assuntos políticos importantes, com objectivo de:
1) Tentar descredibilizar/desacreditar/ridicularizar quem denuncia coisas incómodas (incluindo jornalistas verdadeiramente independentes, que tanto denunciam os "podres" da UE, como os da Rússia, ou de quaisquer outros interesses que devam ser denunciados) - nomeadamente, tentando-se fazer passar por uma dessas mesmas pessoas que denunciam coisas importantes (vejam aqui um exemplo do que fizeram a um jornalista português e vejam aqui as provas de que há pessoas que são pagas pelo poder estabelecido para andar a fazer isto mesmo).
2) Sabotar as discussões/denúncias que ocorrem, tentando desviar o assunto dessas mesmas discussões, ou tentando provocar quem denuncia tais coisas incómodas, para que essas mesmas pessoas percam o controlo - e, possivel e consequentemente, a razão.
3) E lançar a confusão, sobre esse tipo de assuntos/denúncias importantes, emitindo desinformação, misturada com informação genuína.
Podem ver aqui, as mais recentes provas de que tudo isto é um facto.
E, podem ler mais sobre isto, na lista de hiperligações que se segue.
http://www.activistpost.com/2014/02/yes-there-are-paid-government-trolls-on.html
http://www.infowars.com/pentagon-armies-of-paid-trolls/
http://www.prisonplanet.com/obama-information-czar-outlined-plan-for-government-to-infiltrate-conspiracy-groups.html
http://www.danielestulin.com/2012/02/03/facebook-y-sus-conexiones-con-cia-y-darpa/#comment-18705
Se se fartarem dos "anónimos", ou de pessoas que assinam com nomes que ninguém conhece de lado nenhum, podem sempre apenas permitir a colocação de comentários de pessoas que tenham uma conta criada na Blogger. (É muito simples de o fazer, nas opções de configuração dos blogues. E, é também muito simples e rápido, para alguém que queira comentar em blogues, criar uma conta na Blogger.)
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