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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os Illuminati não existem

Atenção, que anda para aí muita gente bem-intencionada, que está convencida da existência de uma sociedade secreta, conhecida como os "Illuminati" da Baviera, e que insiste em denunciar tal paranóia, sem ter provas algumas que sugiram a existência actual deste grupo...
E, a essas pessoas, gostaria de dizer o seguinte:
  1. Os grupos revolucionários nunca ressuscitam. E, se oficialmente deixam de existir, a partir de certa altura, não voltam nunca mais a surgir. Nunca. Até porque...
  2. As pessoas com poder, já não querem sempre mais poder. Isso era uma ambição antiga, que perdurou durante os 6 mil anos de História da Civilização anteriores, mas que, desde que os planos de tal sociedade secreta foram descobertos e foi tal grupo perseguido, simplesmente desapareceu da mente dos poderosos.
  3. O que pode ser lido <neste> título de uma notícia da mais importante publicação económica italiana, é um erro de tipografia, que não foi a tempo de ser corrigido.
  4. E, o que é referenciado (e pode ser ouvido na hiperligação incluída) <nesta> colocação é uma mera ilusão sonora. Não é realmente isso que tal conhecido apresentador está a dizer.
  5. O forte paralelismo que pode ser observado entre os objectivos passados de tal sociedade secreta e o que, hoje em dia, vemos acontecer, é fruto de mera coincidência - e não de uma qualquer "conspiração" oculta. Pois, os poderosos hajem sempre sem planos pré-definidos, a longo prazo, e nunca formam grupos secretos, nos bastidores, longe do olhar público. Tudo o que vemos acontecer, a longo prazo, é fruto do mero acaso e da espontaneidade - e não de uma qualquer evolução planeada.
  6. O que é dito <nesta> descrição não passam de meras baboseiras, que, de tão ridículas que são, nem vale a pena refutá-las...
  7. E, o documentário que se segue - do qual foi feita a anterior descrição - é um péssimo documentário, feito por gente que não sabe realmente nada do que está a falar. E um documentário que não deve ser visto por ninguém que esteja seriamente interessado/a neste assunto e que se queira inteirar sobre o mesmo, recorrendo apenas a fontes fidedignas.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Lincoln e Kennedy

Tinha dito, há uns anos, em privado, que não iria falar deste tipo de assuntos no meu blogue... Mas, seguindo o exemplo do Daniel Estulin e após o que tudo mais este conhecido autor tem denunciado - e também, porque penso que já deverão este tipo de coisas fazer algum sentido para quem tenha lido algumas outras neste blogue, que enveredam já um pouco neste sentido - penso também que já não deverá ser este um assunto tão esotérico como isso, para a maior parte das pessoas que tenham consultado também esta minha humilde publicação...
Assim sendo, o que se segue é uma resposta que enviei, há uns anos, a alguém que me enviou uma daquelas cartas electrónicas que são enviadas em cadeia (para muita gente, ao mesmo tempo) com um conteúdo do tipo que se pode encontrar <aqui>.

(Leiam primeiro o conjunto de curiosidades - umas verdadeiras e outras não - para o qual deixo a hiperligação anterior - e que merece até uma página na Wikipedia sobre o assunto, mas sem a parte das notas de 20 dólares - e depois leiam esta minha resposta que se segue...)

John Wilkes Booth matou, de facto, Abraham Lincoln, mas Lee Harvey Oswald não matou John F. Kennedy.

John Wilkes Booth agiu a mando doutros e no caso de Lee Harvey Oswald, o próprio disse, perante câmaras de televisão e antes de ser morto, que estava a ser usado como bode expiatório.

Ambos os personagens foram convenientemente mortos, pouco tempo depois das suas acção e suposta acção, para não poderem contar a sua história a ninguém.

O número de ferimentos causados pelas balas que atingiram o Presidente John F. Kennedy e o movimento da sua cabeça aquando do alvejamento, tornam impossível que o seu assassinato tenha sido autoria de uma única pessoa, a disparar tantos tiros, em tão pouco tempo, a partir do único sítio indicado na história oficial.

O filme "JFK", de Oliver Stone, explica isto. E, quem quiser saber quem realmente esteve por trás do assassinato deste último Presidente, pode ler o que um ex-agente dos serviços secretos britânicos escreveu sobre o assunto.

Lincoln e Kennedy, foram ambos mortos por se terem intrometido nos planos de dominação dos EUA de um grupo conhecido como os "banqueiros internacionais". Lincoln mudou o sistema de criação do dinheiro para que fosse o Estado, e não os banqueiros privados, a emitir os dólares de que o governo precisava. E Kennedy falou publicamente da sua intenção de fazer o mesmo. A morte de ambos fez com que, respectivamente, anos depois se voltasse ao antigo sistema e que o mesmo não fosse alterado.

Pelo menos parte deste grupo de "banqueiros internacionais" pertence a uma sociedade secreta, cujo símbolo passou a aparecer nas notas de um dólar americano, aquando da sua tomada de controlo definitiva da emissão do dinheiro nos EUA.

O símbolo é o chamado "olho-que-tudo-vê", que costuma aparecer como uma fonte de luz, e que aparece também, por exemplo, numa insígnia que era usada pelos serviços secretos britânicos e no topo do principal documento associado à Revolução Francesa.

Aos membros desta sociedade secreta, dá-se o nome de "Illuminati" - latim para os "Iluminados". E, no caso das notas de um dólar, o seu símbolo aparece no topo de uma pirâmide.

A explicação, dada por muitos, para esta pirâmide, é que o ano que aparece inscrito na base desta é o ano da fundação dessa mesma sociedade secreta e os treze níveis da pirâmide correspondem aos treze graus da estrutura hierárquica dessa mesma sociedade.

A inscrição em latim que aparece em baixo - "NOVUS ORDO SECLORUM" - pode ser traduzida para "Nova Ordem dos Tempos" - o que muita gente associa à expressão, muito usada abertamente por políticos hoje em dia, "Nova Ordem Mundial". E uma tradução para a outra inscrição em latim que aparece, em cima, ao lado do dito "olho" que emite luz - "ANNUIT COEPTIS" - pode ser "Ele favorece os nossos empreendimentos".

E, assim sendo, uma interrogação que naturalmente surge é: Quem é "ele"?

Pois bem, a resposta a esta interrogação poderá ter sido intencionalmente dada num dos manuais da Maçonaria dos EUA, escrito por Albert Pike - um dos mais conhecidos maçons de há dois séculos e que reformulou os rituais desta mais conhecida sociedade esotérica, que desde a formação dos tais "Iluminados" é, em grande parte, controlada por estes últimos. Sendo portanto, por norma, todos os maçons de topo também "Illuminati" e sendo possível também ver, presentemente, o mesmo "olho-que-tudo-vê" ser usado como símbolo dentro de templos maçónicos no mundo inteiro, aparecendo este, mais uma vez, frequentemente como uma fonte de luz.

A dada altura, escreve então Albert Pike na sua obra "Morals and Dogma":

"LUCIFER, the Light-bearer! Strange and mysterious name to give to the Spirit of Darknesss! Lucifer, the Son of the Morning! Is it he who bears the Light, and with its splendors intolerable blinds feeble, sensual or selfish Souls? Doubt it not!"


(E nem me façam falar do número 11...)


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quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Já cá canta..."



Fui buscá-lo ontem - depois de vários anos de interesse e por só agora ter dinheiro para comprar livros - à delegação local da empresa responsável pelo envio, após tê-lo comprado, via Internet, numa loja de livros antigos em Madrid, por menos de 10 euros (excluindo os portes de envio).
É de uma das primeiras edições, dos anos 50.
E, como penso que deve ser, para qualquer livro volumoso e importante que se preze, escolhi este, em particular, por ter uma capa dura e resistente - e também vermelha, a condizer. ;)
Está em muito bom estado de conservação, para a idade, e não tem qualquer defeito a assinalar.
Quem quiser lê-lo, em formato PDF, pode procurá-lo nesta hiperligação.
E, quem não souber, e quiser saber, que livro é este, pode ler a seguinte introdução - [1] [2] - feita por um autor que, ainda que não sendo um que me agrade (muito), fez uma boa sinopse do que se trata - e pode também, se quiser, descarregar o ficheiro, disponibilizado por tal autor, que contém a parte que mais interessa (traduzida para inglês).

sábado, 29 de dezembro de 2012

É este o futuro que querem para os vossos filhos?

Um vídeo - claramente, pró-NOM - que já muitos deverão ter visto mas que, ainda assim, poderão querer rever mais umas quantas vezes, talvez em ecrã inteiro, para que possam reparar em todos os pormenores - e interpretá-los da maneira que bem entendam.
É este o estado a que chegou todo o chamado mundo ocidental... Chegámos a um ponto tal em que até quem na destruição da sociedade que temos e no fenómeno da manipulação das massas está envolvido se pode gabar, perante todos, sobre o que nos está a fazer.
Serão as pessoas capazes de inverter o sentido em que vão as coisas?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Fernando Pessoa já falava dos "300"

300.

(...) O difícil, em nossa vida moderna, é não jogar para as mãos dos Trezentos.

De todos os lados, arrastados pela mesma força de decadência que formou o subjudaísmo como organização, inconscientes e espontâneos colaboram com essa organização. Um Spencer, sincero e limpo, que ataca a educação clássica; um Mussolini, pretenso reactor contra a democracia, que repudia o que nela é europeu, que é o individualismo, e aceita o que é degradado, que é o corporativismo; um Maurras, que, coitado, repudiando Hant, repudia o maior opositor do baixo racionalismo - estes, e tantos outros, alheios ao jogo dos Trezentos, ou, até, pretendendo opor-se-lhes, o favorecem e animam.

(...)

Estóicos, epicuristas, platónicos - todos estes eram e são inimigos naturais do subjudaísmo. O estóico, firme no comando de si mesmo, repulsor da invasão dos instintos, aristocrata; o epicurista, harmónico e regrado, aceitando o mundo moderadamente; o platónico, raciocinando e espiritualizando - cada um destes, os três tipos de mentalidade filosófica do paganismo, contrariam o desregramento mental do subjudaísmo dos Trezentos.


300.

Por motivos que ignoramos, e porventura ignoraremos sempre, em fins do século dezasseis e princípios de século dezassete, os Rosa-Cruz sofreram uma revelação. Então se deu - e a revelação mostrou que se dera - uma corrupção em parte dos menores da Fraternidade, se é que nela há menores. Começara a acção dos Trezentos.

Então se formou uma espécie de sombra, negra e informe, da Fraternidade, e a gente que formava essa sombra começou de corromper a doutrina secreta e os usos e restrições dela. Foi então que apareceram Robert Fludd, transmissor corrupto do sistema oculto, Francis Bacon, seu esquerda menor, e outros, de diversas nações, verdadeiramente ou aparentemente, que fundaram as bases da Maçonaria, e tomaram posse dela, desde logo, ocultamente. Ainda a dirigem.

Este acontecimento invisível, esta cisão na sombra, foi dos acontecimentos mais graves que se têm dado a dentro da civilização europeia. Os Rosa-Cruz eram cristãos, como são, e a sua doutrina (o mesmo nome delas a revela e encobre) consiste em (como eles mesmos diriam) uma transmutação do chumbo do hebraísmo, e do ferro do paganismo, no ouro de Cristo. A corrupção do sistema consistiu, como está patente em Fludd, e mais distantemente patente em Bacon, por exemplo na abolição da alquimia transmutadora - na reversão à simples Kabbala, que é um começo de entendimento do mundo, e àqueles princípios orientais em que a Kabbala se funda.

Longe disto tudo, os Mestres da Doutrina Secreta guardam as chaves dos segredos íntimos do mundo. E o que os seus sombras temem é aquilo que na acção dos Mestres eles não podem nunca atingir - o comando da formação dos génios, a acção íntima e intensa que incidiu sobre Shakespeare, sobre Goethe, e incidirá sobre quem se possa alçar, por nascimento e influxo dos astros, à altura onde a Grande Luz o atinja.

Porque os Trezentos temem, acima de tudo, o génio. Esse, sendo de origem superior - representada neste mundo pelo acaso de hereditariedades encontradas, de circunstâncias educativas próprias, de meios sociais suscitadores - está fora da sua acção assombrosa, mas não suprema. Os poderes mágicos dos esquerdos do Oculto, altos como são, não sabem contudo até onde vão os dos Mestres da Doutrina Secreta - ao comando interior das almas grandes, a saber mover os que nascem a que nasçam novamente. Delegados, e anjos, de certo modo, de particular do nosso mundo especial, eles combatem, com forças superiores, os exilados dos entre-mundos, os filhos do espaço nocturno, senhores da rebelião, não contra Deus, mas contra a forma que Deus toma ao ser criador do nosso mundo.

(...)


300.

Assim vemos que a acção dos Trezentos se exerce sempre no sentido de contrariar, de tentar destruir, (a) a cultura grega, (b) a ordem romana, e (c) a moral cristã. Ora acontece, precisamente, que estes três elementos são os elementos fundamentais da civilização europeia. A acção dos Trezentos visa, pois, a aluir os fundamentos da civilização europeia.

(...)

A Maçonaria é um esquema simbólico, através de cuja linguagem, uma vez gradualmente compreendida, certos conhecimentos, uma vez obtendo, que fariam pasmar os maçons vulgares, ainda os de alto grau ou categoria. Ora os dirigentes superiores da Maçonaria forçosamente são aqueles que entendem e usam o que está contido nesses símbolos. (...)

Trata-se de uma guerra religiosa - de uma tentativa de aniquilamento da religião cristã. (...)


300.

O que eles são, e o que eles querem, não o podemos saber. Somente sabemos que a sua acção, manifestando-se naturalmente através do judaísmo, não é contudo judia na sua última intenção. Os mesmos judeus são armas em mãos supremas.


Não é do judaísmo, em conjunto, que os 300 se servem: servem-se tão-somente do baixo judaísmo, do mesmo modo como se servem da decadência europeia; e, se servem mais fortemente do baixo judaísmo que dos degenerados de Europa, é que o judaísmo é uma organização universal, e a decadência de Europa é um conjunto amorfo (de indivíduos). Assim como o judaísmo se infiltrou na Maçonaria, para poder, por ela, operar na sombra, assim os 300 se servem do judaísmo, para poder, por ele, e por o que ele move, operar na treva.


Três são, em resumo largo, as forças que os 300 jogam contra a Europa: o materialismo irracionalista, o misticismo racionalista, e o humanitarismo universalista. (...)


300.

(...) O fascismo não apresenta aos Trezentos uma preocupação senão superficial. O fascismo não tem raízes espirituais. Cai com facilidade, deixando de si, apenas, um fermento revolucionário e de desordem que antes aproveita, do que desconvém, aos Trezentos. (...)

O fascismo, além disso, é a tal ponto semelhante, por um lado, ao bolchevismo, e, por outro lado, ao espírito sindicalista (corporativo lhe chamam os fascistas) que tende para desorganizar e deshelenizar Europa, que se ajusta, nesse sentido, muito mais às próprias ideias exteriores dos Trezentos do que à substância da civilização europeia.

O fascismo é uma reacção excessiva e falsa - faite à souhait para os Trezentos. Como todas as reacções falsas, tem os característicos íntimos daquilo contra que reage.


300.

Uns minam o nacionalismo pelo internacionalismo, outros o minam pelo regionalismo. (...)


300.

Walther Rathenau, que foi um dos elementos visivelmente dirigentes de Europa, e portanto do mundo, disse um dia estas palavras: «Europa é governada por trezentos homens... etc.»

(...) o mesmo Rathenau se não pode supor alheio aos Trezentos, a quem - presumem alguns - talvez pertencesse, (...) E muitos se terão lembrado do verso de Nostradamus:
Trois cens seront dun vouloir et accord...
Desde o ano de 1717, a civilização de Europa, e que quer dizer a civilização inteira, caiu sob o domínio de uma acção secreta especial. Nesse ano se formou.

(...)


300.

Os executores, conscientes ou inconscientes, das ordens dos Trezentos, citarão, por exemplo, com agrado e aplauso todo o poeta que promova um conceito materialista e sensual da vida. Assim os vemos criticar e valorizar. Mas em breve descobrimos que esses elogios têm certos limites. Nunca os vemos citar um Horacio ou um La Fontaine. Nunca lhes descobrimos preferência por um Flaubert, ou, pelo menos, pelo Flaubert de «Madame Bovary». É que o racionalismo verdadeiro é-lhes anátema. Na perfeita construção artística e lógica eles vêm logo o inimigo. O ódio, que votam a Cristo, não é mais forte neles que a aversão, que dedicam a Atena.

(...)


Quem são estes Trezentos? Que querem? Quem os dirige?
De nada serve responder, porque quem não entender este livro sem esta parte, não o entenderá melhor com ela.

Todo este mundo quotidiano e visível, toda esta gente que bóia à superfície da vida, todas estas coisas que constituem os nomes e os feitos da História não são mais que erro e ilusão. Somos todos, não agentes, senão agidos-títeres de maiores que nós. Todo o nosso orgulho de conscientes e a nossa soberba de racionais são o títere que se orgulha de seus gestos. Na verdade o combate é aqui, mas não é nosso; não é connosco, somos nós. Não somos actores de um drama: somos o próprio drama - a antestreia, os gestos, os cenários. Nada se passa connosco: nós é que somos o que se passa.


(Documentos 53B-57 a 53B-92 do espólio de Fernando Pessoa.)