terça-feira, 6 de setembro de 2011

O 11/9 como indicação da existência da conspiração da NOM

Quem me conhece, tem-me repetidamente perguntado, quando falo sobre as coisas mais incríveis que sei, cujas fontes são o Daniel Estulin e o Dr. John Coleman, porque razão acredito no que estas pessoas escrevem.
E eu costumo responder que por três razões.
Primeiro que tudo, porque o que me é dito por estes autores, pouco mais são do que confirmações de suspeitas que eu próprio já tinha por estar bem informado sobre questões políticas. Factos que eram já sugeridos quando, no decorrer das minhas pesquisas, cruzava informações que são do conhecimento público. (Do tipo, se governo A está a agir de certo modo e, ao mesmo tempo, governo B está a agir do mesmo modo, surge naturalmente a suspeita de que estes estejam a agir de modo concertado, certo?)
Segundo, porque uma boa parte do que estes investigadores expõem, são coisas que eu próprio já presumia que quem nos controla - e não quer, de modo algum, perder esse controlo - estivesse a fazer, pois são coisas que eu próprio faria se no lugar destas elites estivesse. (Estupidificação das massas, para fácil controlo das mesmas etc.)
Terceiro, porque tudo o que estes autores dizem encaixa perfeitamente, quer com o que é do conhecimento público, quer com o que tinha sido já descoberto por outros investigadores.
Para além disso, em nada do que estes escrevem encontro inconsistências ou contradições. O que facilmente ocorre quando alguém mente. E sendo o trabalho destes autores um muito extenso, se fosse de mentirosos que se tratassem, a cada nova obra editada aumentava a probabilidade de, mais cedo ou mais tarde, estes serem apanhados a mentir e consequentemente serem imediatamente desmascarados. O que, não só nunca ocorreu, como até, em pelo menos um caso em que havia algo em que eu tinha dificuldade em acreditar, o que estes investigadores diziam se revelou mais tarde ser ainda mais consistente, do que eu pensava, com outras coisas que sei.
E é aqui que entra o 11 de Setembro. Assim como é o seguinte o que quero dizer, quando afirmo que estes atentados são uma peça fundamental para compreender a conspiração da Nova Ordem Mundial.
Ao alertar toda a gente que me lia, sobre o que tinha descoberto sobre os atentados, dizia, há uns anos, após a minha pesquisa:
E chegando ao final do que quero dizer, como disse, ainda não consigo ver a "big picture" completa sobre os atentados... Toda esta procura por esclarecimento levou-me a mais perguntas que respostas.
Já sei quem foram os seus autores, porque razão estes ocorreram, mas falta-me, chamemos-lhe a parte de cima do "puzzle"... "Quem está por trás de tudo isto?"
Serão apenas alguns membros dentro do governo norte-americano, ou algo mais que isso?
Alguns factos entretanto descobertos sugerem que os EUA não estão sozinhos em tudo isto, e que também o governo britânico está a fazer coisas como proteger os supostos terroristas que deveria estar a perseguir.
http://www.prisonplanet.com/archive_mi5terror.html
Mas quem tem algum conhecimento de história, e já ouviu falar em coisas como a rede Echelon, sabe que existe uma espécie de aliança não declarada entre os vários governos dos países de população anglo-saxónica no que toca a política internacional...
E veja-se o atentado de Bali, que até alguns membros do parlamento indonésio acusam de ter a CIA por trás: "Atentado em Bali! Australianos mortos! Austrália declara que se irá juntar à 'Guerra contra o Terrorismo'!" Que conveniente!...
E na Europa? O que se passa na Europa?
Se qualquer pessoa com acesso à Internet que se queira informar sobre isto, sabe quem está por trás dos atentados, tudo o que são serviços secretos europeus sabem disto e muito mais!
(Existem vários indícios disso: Já reparam que a al-Qaeda não aparece sequer na lista de organizações terroristas emitida pela UE? A mesma exacta organização terrorista que, supostamente, está na origem da elaboração dessa mesma lista?)
Ou seja, se nós sabemos isto, o SIS e, consequentemente, o governo português sabem disto(!). Porque razão está o governo português a alinhar com os EUA? Será mera conveniência política?... Do tipo "se não alinharem são castigados, e se alinharem recompensados"? (Como parece estar a ser o caso, quando se sabe que já existem até companhias portuguesas que estão prestes a ir "ajudar" na reconstrução do Iraque...)
E, já agora, o que é o primeiro-ministro Durão Barroso, conjuntamente com o líder da oposição Eduardo Ferro Rodrigues e o presidente de um dos maiores/o maior? império de mass média em Portugal, Francisco Pinto Balsemão, foram há semanas fazer,
http://www.bilderberg.org/2003.htm
a mais uma reunião do, agora, desde que começou a ser exposto há alguns anos, já não muito secreto, grupo Bilderberg, fundado por um príncipe holandês que era membro das SS e por um agente do MI6 britânico, em cuja anterior reunião, no ano passado, que contava, ao que parece, pela primeira vez, com elementos árabes, foi dito que a invasão do Iraque iria ser feita em Fevereiro ou Março de 2003? (Fonte: jornalista Jim Tucker da "American Free Press" - Ouvir entrevistas nos programas de rádio de Alex Jones em prisonplanet.com.)
Pois... o mesmo Francisco Pinto Balsemão que é dono, por exemplo, do canal "SIC Notícias" que só cita o britânico "The Guardian" quando lhe apetece, omitindo convenientemente as restantes notícias que desmascaram uma boa parte de tudo isto...
Que história é esta da França e da Alemanha estarem contra os EUA, para no fim da guerra se tornarem todas amigas destes (e vice-versa) e, ao que parece, estarem até já a alinhar com este governo para a próxima invasão que irá ter como vítima o Irão?
Será tudo isto "teatro" (tal como o praticado por Colin Powell, que de início se afirmava contra a guerra do Iraque, para depois no fim, antes desta, "mudar" de opinião e passar a ser a favor da mesma) para disfarçar o consenso e não tornar as coisas tão óbvias ou para inibir a contestação popular a tudo isto e dar a ideia de que já há quem esteja a fazê-lo (a contestar tudo isto)?
E que história é esta da UE, que sabe perfeitamente quem fez os atentados, alinhar pronta e rapidamente com os EUA nesta nova "Guerra contra o Terrorismo" e estar até já a estabelecer acordos de cooperação policial com este governo?
Estão todos feitos uns com os outros, é isso???
E quem fala em Europa, fala no Canadá, que prontamente passou legislação "anti-terrorista"...
O QUE É QUE SE PASSA AQUI??!!
Qual é o objectivo (final) de tudo isto?
As respostas às minhas interrogações - pude mais tarde confirmar, ao ler o livro do Daniel Estulin sobre o Clube Bilderberg - eram mesmo (tal como eu depois chamava a atenção para, no mesmo texto) "as que são avançadas por quem, tal como Alex Jones, há anos que investiga, e avisa as pessoas para, as manobras de bastidores dos poderosos".
Era mesmo a tal "Nova Ordem Mundial" de que estes falavam.
E, tal como eu dizia, era realmente verdade que "para além do grupo Bilderberg, parece que, segundo os entendidos, existem outras duas organizações-chave, protagonistas em tudo isto. E são estas: o norte-americano 'Council on Foreign Relations' (...) e a mais conhecida Comissão Trilateral, que conta no seu quadro de membros com um tal de 'Braga de Macedo'".
Conclusão... A conspiração da Nova Ordem Mundial pouco mais foi do que a confirmação de suspeitas que eu próprio já tinha.
Daí, poderão compreender que não será, para mim, difícil acreditar em pessoas como o Daniel Estulin e o Dr. John Coleman.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O 11/9 como indicação da existência de uma sociedade secreta

Nesta colocação, penso que o mais prático será deixar aqui apenas a <hiperligação> para o que escrevi há anos, quando estava a pesquisar sobre os atentados, e deixar antes que leiam o que na altura disse, nos vários comentários que fiz a propósito de uma notícia.
Penso que, com o que lá é dito, perceberão o sentido que faz o título desta colocação.

domingo, 4 de setembro de 2011

Porque nunca poderia ter sido a al-Qaeda

Se, por esta altura, já sabem o que é o Pico do Petróleo (e Gás Natural) e têm uma ideia do quão importante é para as elites ocidentais que nos governam nos bastidores terem acesso a, e controlar, através dos seus governos-fantoches, os últimos redutos destas valiosíssimas reservas energéticas que ainda restam no mundo, facilmente concordarão que estas beneficiaram imenso com os ataques de 11 de Setembro. Pois, a não terem estes ocorrido, nunca teriam tido os nossos governos um pretexto para invadir o Afeganistão, o Iraque e todos os outros sítios onde a imprensa nos diga haver terroristas.
Ora, tendo em mente o quão valiosos são estes recursos naturais e o quão imperativo era deitar a mão a estes, soa lógico que houvesse um forte desejo, por parte dessas mesmas elites, que algo do tipo dos ataques de 11 de Setembro ocorresse, certo? E que, a saber o governo dos EUA - por estas elites controlado - que tal coisa estaria a ser preparada, pudesse este governo propositadamente deixar que estes ocorressem...
Fazendo o mesmo tipo de raciocínio, nos primeiros meses que se seguiram aos atentados, ao terem conhecimento do que parecia ter sido uma enorme falha, por parte do governo estadunidense, em impedir os atentados, foram vários os investigadores que apontavam a hipótese de esta ter sido uma negligência propositada, com vista a que daí o governo pudesse colher este tipo de benefício. Dividindo-se, de início, a comunidade de pessoas que investigavam os atentados entre dois grupos. Os que achavam que o governo dos EUA tinha simplesmente deixado os atentados ocorrer e os que começavam a desconfiar que tinha sido o próprio governo quem os tinha executado.
À medida que mais factos foram sendo descobertos, o primeiro grupo entretanto extinguiu-se. E, agora, já só há praticamente, entre quem reconheça ter havido negligência propositada por parte do governo em impedir os ataques de ocorrerem, quem acredite também que não foram 19 terroristas (9 dos quais, note-se, conseguiram miraculosamente sobreviver aos supostos ataques suicidas) que nem uma mera avioneta de treino conseguiam manobrar, quem conseguiu atingir os alvos dos atentados naquele dia.
Mas, para quem ainda possa hesitar entre a primeira e a segunda hipótese, passo a apresentar uma conclusão a que cheguei, após a minha pesquisa, que só vi ser enunciada, de modo um pouco diferente, alguns anos depois, pelo ex-espião do MI5, David Shayler.
Tendo em mente o quão importante era que estes ataques fossem bem sucedidos, parece-vos lógico que quem queria que estes ocorressem fosse arriscar tudo na competência ou não de um bando de terroristas amadores, com pouca ou nenhuma experiência em aviação, ficando o sucesso de toda a operação dependente da provada fraca, ou quase nula, perícia destes?
Se estes não conseguissem atingir os seus alvos, são vocês da opinião de que se poderiam ir eternamente repetindo várias tentativas de atentados semelhantes, até que algum grupo de fantoches com parcos conhecimentos de aviação (loucos ao ponto de se quererem matar, e de matar tanta gente inocente numa operação destas) o conseguisse fazer?
Pensando um pouco sobre isto, começa a parecer mais lógica a acusação feita por alguns aviadores profissionais, não?
É óbvio que um ataque deste tipo só poderia ter sido executado por pessoas que conseguissem manobrar, de modo profissional, tais aviões.
Oiçam este e outros argumentos, e também mais sobre o quão importantes foram estes atentados, na boa análise - [Parte 1] [Parte 2] - que David Shayler fez sobre o acontecimento.
E para quem se interrogue sobre se estariam então tais aviadores profissionais dispostos a sacrificar as suas vidas neste tipo de atentados suicidas, chamo à atenção que a tecnologia para pilotar um avião por controlo remoto é algo que existe e foi implementado, já lá vão décadas. (Como é que operam os aviões não tripulados, presentemente envolvidos em bombardeamentos na Ásia Central e no Médio Oriente?)

sábado, 3 de setembro de 2011

Onde está a al-Qaeda na lista?

Um facto para o qual chamei a atenção quando expus as minhas conclusões sobre o 11 de Setembro e que ainda se mantém actual.
A única vez que soube de outras pessoas que tenham feito semelhante pergunta, foi, anos depois, quando vi o documentário Zero: Uma Investigação Sobre o 11/9, no início do qual é mencionada a ausência de uma ligação, feita pelas autoridades, entre Osama bin Laden e os atentados.
Após os ataques de 11 de Setembro, com a paranóia que se instalou, relativa ao terrorismo, decidiu a UE criar uma <lista> conjunta de pessoas e organizações que são consideradas terroristas pelos seus estados-membros e que operam fora do espaço comum da união. Lista essa que tem sido repetidamente actualizada para incluir ou excluir este ou aquele grupo ou indivíduo, mas na qual há um importante aspecto a ter em conta.
Esta lista foi criada em resposta aos mais graves atentados terroristas que já atingiram o mundo ocidental. Atentados esses, pelos quais todas as autoridades nesse mesmo mundo ocidental nos dizem ter sido a al-Qaeda a organização responsável.
Mas se assim é, porque razão não aparece a al-Qaeda nessa mesma lista? A mesma exacta organização terrorista que, supostamente, está na origem da elaboração dessa mesma lista?
(Será porque, como toda a gente bem informada sabe - e, ainda mais, os serviços secretos dos vários países - esta "organização", para além de ser um mero braço armado da CIA, pouco ou nada teve a ver com os atentados, tendo sido usada como mera fachada na execução dos mesmos e tendo sido os seus verdadeiros autores elementos dentro do próprio governo estadunidense?)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O homem que previu o 11/9

Para quem já tiver visto o documentário The Masters of Terror, que aqui já recomendei, o trecho que se segue não será nenhuma novidade. Sendo, no entanto, o que aqui coloco um mais extenso do que o que aparece nesse filme.
De qualquer modo, achei que não era demais recordar aqui este momento verdadeiramente surreal.
[Editado a 12/10/2014: Ao que parece, houve também outra personalidade conhecida que previu o mesmo tipo de ataque, no mesmo ano. Embora não de modo tão explícito quanto este investigador, que foi ao ponto de especificar quem poderia ser usado como bode expiatório...]
Ele bem pode, por vezes, falhar o alvo... Referindo, de memória, factos incorrectamente, exagerando nalgumas coisas que diz, não sendo cuidadoso com as fontes que utiliza e dizendo até coisas que não são verdade.
Mas, neste caso... Acertou em cheio no centro do alvo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A primeira vez que ouvi o termo "inside job"

Foi no dia 18 de Maio de 2003, quando ouvi o início de uma interessante entrevista que tinha acabado de ser arquivada no sítio PrisonPlanet.com, feita 3 dias antes, por Alex Jones ao jornalista Barrie Zwicker sobre o 11 de Setembro.
Na altura, não fui capaz de a ouvir toda por me estar a sentir mal com o que ouvia. Por um lado, por estar já na fase final da minha pesquisa sobre os atentados e estar já seriamente convicto de que tinha sido o próprio governo norte-americano o autor destes. Mas, acima de tudo, por no início, e por volta dos 22m da mesma, o Alex Jones se referir erradamente a uma conferência, que este dizia ter ocorrido em Portugal, de profissionais da área da aviação, onde os conferencistas tinham estudado e analisado durante longas horas os atentados e tinham concluído o encontro, acusando o governo norte-americano de ter sido quem tinha orquestrado os ataques.
Na ingenuidade dos meus 20 e alguns anos de idade, e ainda desconhecedor da, algo frequente, tendência deste anfitrião de programas de rádio em - ao citar e referir a maior parte das coisas de memória - cometer incorrecções, ignorei, na altura - também por não me estar a sentir bem com o que ouvia - o usual processo de confirmar a informação, procurando pela fonte da mesma, e pensei ser real o que este relatava. E tendo sido esta uma conferência em Portugal da qual, apesar de estar atento aos vários órgãos de comunicação, eu nunca tinha ouvido falar, apanhei um grande susto, ao pensar que o controlo sobre os média era tanto, que até uma conferência destas podia ser omitida pela imprensa.
O susto desfez-se alguns dias depois, quando finalmente tentei procurar a fonte e constatei que não era esse o caso. Afinal, Alex Jones deveria sim ter-se referido a uma conferência que tinha sido reportada em Portugal, num quase desconhecido jornal semanário, e não a uma conferência que tinha ocorrido no nosso país.
A notícia em causa é a seguinte. E o jornal em que foi publicada é um simples jornal de fim-de- -semana, que é publicado em língua inglesa para a comunidade britânica em Portugal e que foi também o único órgão de imprensa, de que eu tenha conhecimento, a cobrir uma certa reunião secreta que ocorreu no nosso país.
Uma notícia que serve, apesar de tudo, como um bom exemplo de como o verdadeiro jornalismo é algo que normalmente apenas é possível em pequenas publicações, que escapam ao imenso controlo corporativo e estatal da informação, e como um muito revelador exemplo de como a nossa imprensa nacional ou está em muito controlada, ou é, em boa parte, constituída por gente (perdoem-me a franqueza) estúpida, cobarde e incompetente, que decide sempre, ou não tocar em, ou em menosprezar, o que é realmente importante e que merece ser alvo de imensa atenção.
Mas assim são as coisas. E lá teve de ser um jovem activista político, armado em "jornalista cidadão", mais uma vez, a fazer o trabalho que os profissionais desta área não querem, ou se recusam a, fazer e a chamar a atenção das pessoas para estes importantes acontecimento e notícia, sobre os mais importantes atentados da história recente.
Sobre o jornalista canadiano que é entrevistado por Alex Jones, o vídeo da autoria do primeiro de que este fala, corresponde a uma pequena boa série de perguntas e comentários sobre os atentados, que foram exibidos no canal de televisão onde trabalhava, onde ele expõe algumas das inconsistências da história oficial. E, mais tarde, este veio também a fazer um documentário e a escrever um livro sobre o assunto.
O documentário que ele refere no início da entrevista, no qual aparece Alex Jones a falar é este.

domingo, 28 de agosto de 2011

E assim vão as coisas em Espanha

No início da década passada, já em plena Democracia, o governo PP, presidido por um neto de Aznar Zubigaray - último este, que escrevia discursos para o ditador fascista Francisco Franco - financiou repetidamente a fundação que tem o nome do ditador, presidida pela sua filha, María del Carmen Franco y Polo.
Filha essa que, aquando da morte do seu pai, recebeu, da parte do rei Juan Carlos I - nomeado pelo próprio ditador fascista como seu sucessor - um título criado em honra da sua família - o ducado de Franco - como forma de reconhecimento pelo grande contributo desta família para o Estado Espanhol, passando assim esta a figurar entre os Grandes de Espanha.
Por outras palavras... O actual chefe de Estado do mui nobre Estado Espanhol é um ditador hereditário, escolhido como digno sucessor do ditador fascista pelo último. E um dos principais partidos políticos, que repetidamente ocupa o poder, é um partido com claras simpatias pelo ditador fascista que governou este país de modo brutal e criminoso durante décadas.
Terá o Fascismo realmente acabado em Espanha? Ou continuam os seus adeptos a seguir os seus ideais, sob o disfarce da Democracia?

Com isto termino esta pequena série de colocações sobre a Guerra Civil Espanhola.

A começar no dia 1 de Setembro e a terminar no dia 11, irei então publicar, ao ritmo de um por dia, alguns extras sobre a mais conhecida série de atentados de bandeira falsa, da qual se assinala agora o 10º aniversário.

sábado, 20 de agosto de 2011

Mauthausen

A saga dos anarquistas e restantes combatentes antifascistas espanhóis não acabou com a sua derrota na Guerra Civil de Espanha.
Para além dos que escolheram ficar em território espanhol e que, durante décadas, foram praticando acções de guerrilha, refugiando-se nas várias zonas de vegetação densa deste território, foram muitos os que, tendo fugido para o sul de França, com o rebentar da Segunda Guerra Mundial, voltaram a pegar em armas, não só para combater os nazis e seus colaboracionistas franceses, como também para continuar a sua luta contra os fascistas espanhóis. Formando assim parte dos vários grupos de guerrilha da Resistência Francesa que operavam predominantemente no meio rural e constituindo também grupos de espanhóis apenas que agiam de modo independente.
De entre os antifascistas espanhóis que lutaram em França e que acabaram por ser capturados pelas autoridades francesas e alemãs e de entre a maioria destes que foi simplesmente transferida dos campos de concentração franceses onde se encontravam desde a sua fuga de Espanha, estima-se que mais de 90 por cento acabaram no complexo de campos de concentração de Mauthausen- -Gusen. Um dos mais conhecidos agrupamentos de campos de extermínio nazis, pelo qual passou, entre outras pessoas famosas, o conhecido caçador de nazis Simon Wiesenthal.
Chamados "Rotspanier" ("espanhóis vermelhos") pelos alemães e tendo nas suas roupas um símbolo azul em forma de triângulo, usado pelos prisioneiros de origem estrangeira, com um "S" para indicar a sua origem espanhola, estes chegaram a constituir de início a maioria dos prisioneiros do campo de Mauthausen que deu origem ao complexo, estimando-se que tenham passado por este conjunto de campos mais de 7 mil prisioneiros espanhóis, dos quais cerca de 5 mil lá morreram.
Junto a estes antifascistas de origem espanhola foram também parar alguns de outras nacionalidades, que ao lado destes tinham lutado em Espanha nas Brigadas Internacionais.
As condições deste campo eram simplesmente brutais... E quem quiser ter uma ideia de como as coisas eram, pode ver um muito bom, e algo perturbador, documentário intitulado KZ - O Campo de Concentração de Mauthausen, que foi há uns anos exibido na RTP 2 e que facilmente se encontra na Internet.
Mas outra coisa distingue este conjunto de campos de concentração nazis dos restantes, para além de ter sido aquele onde foi parar a esmagadora maioria dos combatentes antifascistas espanhóis. É que o principal campo do agrupamento - o campo de Mauthausen em si - foi o único campo no qual - aproveitando a desorientação das forças alemãs e o estado de semi-abandono em que este foi deixado, devidos ao avanço das forças aliadas - os seus prisioneiros tomaram o controlo do mesmo e conseguiram até repelir um ataque por parte das forças alemãs, encontrando-se este já sob o domínio dos seus prisioneiros aquando da chegada das forças libertadoras.
Um óbvio resultado da experiência organizativa dos combatentes antifascistas espanhóis e de outras nacionalidades e um muito inspirador exemplo de até onde pode ir o espírito de resistência humana, até mesmo nas mais horríveis condições de extermínio sistematizado.
A libertação deste campo foi registada numa fotografia, onde foi reconstituída a chegada das tropas americanas, no dia seguinte à real libertação.
A sempre resistente presença espanhola ficou assinalada na faixa que se pode ver pendurada sobre a entrada do campo.

sábado, 6 de agosto de 2011

A Guerra Civil Espanhola

Chamada de atenção para a existência de uma série documental de 6 episódios, produzida pela BBC e Granada TV, há já quase 30 anos, sobre este conflito, onde se podem ver filmagens do que aconteceu, assim como entrevistas a alguns dos participantes e pessoas que viveram este acontecimento, que na altura ainda eram vivas.
A série existe dobrada em castelhano e em inglês. E pode ser facilmente encontrada na Internet procurando por "Guerra Civil Espanhola, A (1983)" ou pelos termos "Spanish Civil War BBC documentary".
Talvez uma boa introdução para aqueles que ainda pouco ou nada sabem sobre que guerra foi esta, agora que se assinalam os 75 anos do seu início.